Pré-candidato pelo PCdoB, Edílson Magalhães diz ter “revolução de ideias” para Itabira
Empresário e farmacêutico Edílson Lopes de Magalhães é pré-candidato a prefeito de Itabira pelo PCdoB

Trabalhar com ideias simples e unir os sonhos ao pragmatismo. É essa a receita do empresário e farmacêutico Edílson Lopes de Magalhães, 58 anos, pré-candidato a prefeito de Itabira pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), caso conquiste o objetivo nas eleições de outubro. Para ele, o desenvolvimento da cidade não passa por ações faraônicas, mas por medidas factíveis que envolvam o governo e a comunidade. “Uma revolução de ideias”, define o comunista.
Edílson esteve no grupo do atual prefeito Damon Lázaro de Sena (PV) nas últimas eleições e foi chefe de Gabinete e secretário de Governo da administração pevista. Ele deixou o segundo cargo em fevereiro de 2015 e rompeu com Damon. Sua pré-candidatura, garante, não tem qualquer relação com o grupo que atualmente está no poder em Itabira. Pelo contrário. O comunista afirmou que da passagem pela Prefeitura retira lições do que não deve ser feito caso eleito.
“O fato de ter passado pelo Gabinete e pela Secretaria de Governo, dá visão da administração como um todo. A gente conhece todas as secretarias, todos os setores, todo o mecanismo da Prefeitura. E aprende o que deve e o que não deve ser feito. Essa visão foi fenomenal, foi uma universidade para mim. Pena o fato de não ter a autonomia para fazer o que demandava o cargo. Poderia ter sido muito diferente. Mas essa experiência me fez conhecer o servidor público, as demandas, as necessidades, as carências e os vícios”, argumenta o pré-candidato.
Edilson Magalhães visitou a redação do Grupo DeFato nessa quarta-feira, 6 de julho, acompanhado dos pré-candidatos a vereador Wallace Ribeiro Gomes, Felipe Rosa Ferreira e Rosilene Bueno Simões, além do assessor de Comunicação do PCdoB, Paulo Telles. Eles falaram dos planos para a campanha que se avizinha e da linha de trabalho que pretendem seguir se o grupo chegar à administração municipal.

Felipe Rosa, Wallace Ribeiro, Edílson Magalhães e Rosilene Bueno
Sem parafernálias
Para o farmacêutico, o desenvolvimento da cidade passa por escutar os problemas e anseios da comunidade. “Ouvir, ouvir e ouvir”, receita. Ele diz que a discussão de ideias é o que o motiva a querer ser prefeito de Itabira. A ideia, segundo conta, nasceu nas reuniões semanais do PCdoB, onde são discutidos projetos e medidas políticas para o município. “Nessas discussões, a gente vai descobrindo milhares de coisas que a gente pode fazer, de forma simples, sem grandes parafernálias, para poder mudar uma situação de saúde, de segurança, social. É isso que me motiva”, afirma.
Segundo Edílson, das conversas internas surgiu o projeto de buscar a Prefeitura. Ele conta que o partido já teve essa intensão outras vezes, mas que não enxergava o momento como propício. Agora, entendem que é a hora. “Resolvemos avançar porque entendemos ser esta a situação. A gente não tem nenhuma ansiedade pelo poder. Os momentos vão acontecendo de acordo com as circunstâncias”, analisa.
Durante a entrevista, o empresário citou algumas ideias, especialmente para a área de segurança e educação. Afirmou que o município deve trabalhar para não precisar de ações repressivas e que o enfoque deve ser na estruturação social. Sobre a saúde, pontuou que a atenção deve ser voltada, principalmente, para o atendimento primário, nos postos de saúde, onde o atendimento deve ser humano e qualificado.

Edílson Magalhães concedeu entrevista a DeFato Online
Puro sangue
Uma dificuldade do grupo encabeçado por Edílson é encontrar partidos que façam composição de chapa com o PCdoB. Devido à linha comunista, é complicado encontrar legendas que se assemelham em filosofia. Essa situação, de acordo com o pré-candidato, pode levá-lo a disputar as eleições até mesmo em uma chapa puro-sangue.
“A gente não quer poder pelo poder. Se a gente conseguir fazer uma aliança com grupos que têm essa afinidade, ótimo, a gente se fortalece. Se não, vamos sós. ‘Ah, mas sozinho vocês não ganham’. Não tem problema. A gente vai mostrar a marca que a gente quer implantar. Essa é a tônica do PCdoB, uma revolução de ideias”, diz Edílson Magalhães.
Apesar do tom idealista da pré-campanha, o empresário afirma que não há nada de romantismo puro. Os sonhos estão acompanhados de concretude. “Fazer o arroz com feijão, nada mirabolante. Fazer aquilo que é certo e que precisa ser feito para que Itabira, de fato, avance e tenha desenvolvimento. Não somos românticos sonhadores. A gente sonha, sim, mas também há o pragmatismo. Sabemos aquilo que temos que fazer de uma forma objetiva para poder conseguir avançar. Precisamos dar alternativas à economia minerária. Temos que ter ações para poder levar a isso”, finaliza.