Prédio da Câmara de Itabira inaugura obra que incentiva a conservação e uso racional da água

  Será inaugurada no dia 30 de março, às 10 horas, na Câmara Municipal de Itabira, a primeira obra do “Programa Municipal de Conservação e Uso Racional da Água e Reuso em Edificações”. A obra, realizada pela Construtora Linhares Ltda, demorou cerca de dois meses para ser concluída e demandou investimentos de R$ 134.988,07, recursos […]

 
Será inaugurada no dia 30 de março, às 10 horas, na Câmara Municipal de Itabira, a primeira obra do “Programa Municipal de Conservação e Uso Racional da Água e Reuso em Edificações”. A obra, realizada pela Construtora Linhares Ltda, demorou cerca de dois meses para ser concluída e demandou investimentos de R$ 134.988,07, recursos provenientes do Legislativo itabirano.
 
Em janeiro deste ano, o prédio da Câmara passou por uma adequação e agora captará, armazenará e reutilizará a água das chuvas, gerando uma economia de até 90% no gasto com água tratada. O sistema tem funcionamento simples e priorizará o uso em descargas de vasos sanitários e para a rega de plantas.
 
De acordo com Antônio Germano Macedo, engenheiro responsável pela obra, o sistema permitirá recolher a chuva a partir do telhado da Câmara. Ao ser recolhida, a água passará por um filtro de separação de folhas e outras sujeiras e será armazenada em um tanque com capacidade para 48 mil litros. Em seguida, será bombeada para as caixas d’águas e distribuídas por todo o sistema hidráulico da Câmara. “A água recolhida será reutilizada para descargas nos banheiros do prédio e também para a rega das plantas do jardim”, informa.
 
A iniciativa da Câmara de Itabira é pioneira no Estado sendo encontrada apenas na Cidade Administrativa do Governo de Minas. De acordo com o projeto aprovado pelo Legislativo municipal, as novas construções de imóveis públicos terão que ser adaptadas para a utilização de fontes alternativas de captação de água, e também para o uso de águas servidas que são as águas utilizadas no tanque, na máquina de lavar, no chuveiro e na banheira. As edificações já existentes terão o prazo de até 10 anos para se adaptarem à nova lei. O projeto foi proposto pelo vereador Neidson Dias Freitas, presidente da Casa, e sancionado em julho passado.
 
Antônio Germano explica que, para atender às necessidades da Câmara fora do período de chuvas, o sistema foi projetado para que o equipamento faça automaticamente a mudança do processo e volte a se alimentar do fornecimento de água público convencional. “As tubulações e todo o mecanismo de abastecimento anterior foi preservado mantendo os dois sistemas de sustentação da rede de água totalmente independentes”.
 
Desperdício
 
De acordo com informações da Agência Nacional de Águas (ANA), a rega de plantas, lavagem de calçadas, descarga dos banheiros e lavagem de roupas, representam cerca de 50% do consumo de águas nas cidades. Numa residência, aproximadamente 35% do consumo total é utilizado em um único vaso sanitário. No Brasil, cerca de 40% da água é desperdiçada e em algumas cidades este desperdício chega a 80%.
 
Para Neidson Dias Freitas, Itabira servirá de exemplo para os municípios mineiros, já que é pioneira nessa iniciativa no Estado. “O objetivo além de preservar esse recurso essencial para vida é também gerir a Câmara com desenvolvimento sustentável, assim o município e cidades vizinhas só têm a ganhar. A idéia nasceu a partir de ações semelhantes e com resultados significativos nas cidades de Curitiba e São Paulo”, conclui.