Prefeito assina ordem de serviço para projeto de captação de água no rio Tanque
Com a captação no Rio Tanque, não haverá mais a necessidade de racionamento, bombeamentos de emergência e sistema de rodízio
Itabira deu o primeiro passo para a implantação do projeto que promete ser a solução definitiva para a falta de água na cidade. Na manhã desta quinta-feira, 12 de fevereiro, foi assinada a ordem de serviço para a elaboração dos projetos básico e executivo para captação de água no rio Tanque.
A empresa que executará os serviços é a Oliveira e Marques Engenharia e o investimento é da ordem de R$ 2.044.943,61. O prazo para execução do projeto é de até 12 meses. O documento foi assinado pelo prefeito de Itabira, Damon Lázaro de Sena; pelo diretor-presidente do Saae, Jacir Primo; pelos representantes da Oliveira e Marques, Leonardo Machado Marques de Souza e Giselda de Melo Machado; pelo presidente da Câmara de Vereadores, Solimar Silva; e pelo secretário de Obras Sebastião Ayres.
Jacir informou que os sistemas Pureza e Gatos atualmente produzem, juntos, 385 litros de água por segundo, 182 litros a menos que o necessário para atender à população itabirana. Na estiagem, o volume reduz ainda mais. Ele afirmou que a falta de investimentos dos últimos 20 anos contribuiu para o racionamento e falta d'água. “Na realidade, a responsabilidade é da falta de planejamento dos recursos nas esferas federal, estadual e municipal, pois a crise não é o resultado de uma seca sem precedentes. Já estava anunciada”. Ele garantiu que com a captação no rio Tanque não haverá mais a necessidade de racionamento, bombeamentos de emergência e sistema de rodízio.
Giselda Machado, da empresa contratada, lembrou que a nova captação pode suprir, sozinha, a demanda de água na cidade. “É um projeto que tem uma adutora de 17 quilômetros para trazer a vazão para a cidade. É um projeto grande, extenso, que tem uma importância essencial”, declarou. O vereador Solimar recordou a criação do Grupo da Água e a importância da mobilização para criação de políticas públicas. “É um momento histórico para o município. A questão do rio Tanque pode fornecer vazão de até 950 litros por segundo e vai resolver de forma definitiva de 50 a 100 anos”.
O prefeito Damon argumentou que a obra é uma dívida de décadas que o Poder Público tem com a população. Para ele, se a cidade propõe a diversificação econômica, não pode ter deficiência do recurso. “Se a obra gera voto ou não, o fato é que ela tem que ser feita, pois ela é uma prioridade e água é sinônimo de vida”, disse. O chefe do Executivo lembrou os desmatamentos e a poluição na região. "Temos que ser otimistas, temos que trabalhar a várias mãos".