Prefeito de Caeté acredita em implantação do projeto Apolo no início de 2015

Zezé Oliveira esteve reunido com a Vale no Rio de Janeiro

Prefeito de Caeté acredita em implantação do projeto Apolo no início de 2015
O prefeito de Caeté, Zezé Oliveira, está confiante que o projeto Apolo, da Vale, começará a ser implantado no início de 2015. Previsto para começar a operar neste ano, o empreendimento esbarrou na criação do Parque Nacional Serra do Gandarela e ficou travado por um tempo. De acordo com Zezé, a presidente Dilma Rousseff deve assinar o decreto delimitando a área do parque ainda neste mês e, partir daí, os licenciamentos serão retomados junto ao Governo de Minas.
 
“A nossa expectativa é de que em fevereiro, no mais tardar março, seja retomado o processo de licenciamento do projeto Apolo. Sendo assim, ainda em 2014 é possível que o processo de licenciamento seja efetivado e, em 2015, comece a implantação”, afirmou o prefeito a DeFato. (Veja mais na edição 253 da revista)
 
As informações, segundo Zezé, são do diretor de Ferrosos Sudeste da Vale, Antônio Padovezi, que fez uma visita ao gabinete do chefe do Executivo. Durante uma reunião no Rio de Janeiro para tratar do assunto, na qual o prefeito esteve presente, a Vale já havia se manifestado positivamente quanto ao andamento do projeto.
 
Metade da mina de Apolo ficará dentro do município de Caeté e a outra metade em Santa Bárbara, municípios que dividirão os royalties. A infraestrutura para as operações, como usina de beneficiamento e logística, será construída em Caeté. Tão logo comecem as obras de instalação, a arrecadação do município – hoje na casa dos R$ 90 milhões – deve dobrar.  
 
“Acho que, independentemente de qualquer coisa, o projeto só não está em atividade ainda devido à falta das licenças. A conciliação em relação à questão ambiental tem de ser feita. O projeto foi notícia na mídia nacional e internacional porque a área onde será instalado é muito rica”, afirma o prefeito. Orçado em R$ 4 bilhões, o empreendimento terá capacidade para produzir até 37,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
 
Devido às discussões em torno da criação do parque do Gandarela, a Vale reduziu o tamanho da área pleiteada para minerar. “Será um projeto muito menor, mas um ‘muito menor’ com uma planta ainda maior que a de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo”, comenta Zezé. Além de Caeté e Santa Bárbara, serão influenciados também Rio Acima, Itabirito e Raposos.