Prefeito e secretários lamentam ausência de empresários em encontro: “Depois reclamam”
Cadeiras vazias na Câmara durante encontro promovido pela Prefeitura. Só dois empresários compareceram e maioria do público era de servidores públicos
Durante o 1º Encontro de Organização e Destinação de Resíduos Sólidos, promovido pela Prefeitura de Itabira na noite dessa quarta-feira, 23 de julho, na Câmara de Vereadores, o prefeito Damon Lázaro de Sena, o vice Reginaldo Calixto e secretários municipais lamentaram o plenário vazio. Para eles, a parte mais interessada nas mudanças que serão adotadas não deu a devida importância ao tema.
“Dos 120 empresários convidados, apenas dois estão presentes. Estou triste e desapontado. Isso mostra que eles querem, de fato, varrer o lixo para debaixo do tapete”, lamentou o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Jader Magalhães. “Fico preocupado com o andamento dos trabalhos, mas não vamos deixar isso (ausência dos empresários) atrapalhar”, completou Nivaldo Ferreira, responsável pela pasta de Meio Ambiente.
O vice-prefeito Reginaldo Calixto afirmou que a equipe da prefeitura chegou a cogitar o cancelamento do encontro, mas que o prefeito Damon não deixou, em respeito aos dois empresários que compareceram e aos servidores municipais que também estavam na Câmara. De todos os convidados, somente os representantes dos restaurantes Tempero Mineiro e Lili compareceram.
O encontro aconteceu, principalmente, para apresentar novo decreto que será publicado para estabelecer a responsabilidade compartilhada na destinação de resíduos sólidos. Empresas que produzem grande quantidade de lixo terão que levar os rejeitos diretamente para o aterro sanitário. A Itaurb não vai fazer mais esse tipo de coleta.
Damon também lamentou a ausência da parte mais interessada. “Quando a lei entrar em vigor, tenho certeza que quem não está aqui vai reclamar. Já disseram até que sou corajoso por colocar o dedo nessa ferida”, afirmou. O prefeito ainda disse que essa responsabilidade compartilhada é estabelecida em leis federal e estadual e que, muitas vezes, os municípios não tomam essa atitude porque é gera desconforto político.