Prefeitura de Itabira autoriza reajuste da passagem de ônibus
Reajuste da tarifa de ônibus ficará abaixo da inflação, argumenta governo municipal


A partir do próximo domingo, 15 de março, andar de ônibus vai ficar R$ 0,30 mais caro em Itabira. O reajuste foi autorizado pelo prefeito Ronaldo Lage Magalhães (PTB) e será publicado amanhã (11) no Diário Oficial do Município. Sendo assim, a tarifa, que atualmente custa R$ 4,00 (no cartão Cisne Card), passará a custar R$ 4,30. Para quem paga no dinheiro, a passagem de ônibus custará R$ 4,40.
“O reajuste ficou abaixo da inflação medida desde abril de 2018, quando aconteceu o último reajuste da tarifa: 7,5% contra 7,67%, medido no período pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor). A Prefeitura de Itabira manteve a tarifa congelada nos últimos dois anos apesar de um sucessivo aumento nos preços dos combustíveis e outros encargos absorvidos pelo sistema. O governo entende que, agora, foi necessário adequar o valor para não comprometer a sustentabilidade do serviço”, diz em nota a Prefeitura de Itabira.
A Transportes Cisne havia pedido um aumento de 16,25%, elevando a passagem dos atuais R$ 4 (no Cisne Card) para R$ 4,65. Já a Superintendência de Transportes e Trânsito (Transita) refez os cálculos das planilhas de custos e indicou o valor de R$ 4,57 para a tarifa. Por último, o Conselho Municipal de Transportes e Transito (CMTT) analisou e votou uma proposta de aumento para R$ 4,40 no cartão recarregável e para R$ 4,50 em moeda corrente.
A composição da passagem de ônibus é calculada a partir do rateio entre os custos fixos e variáveis necessários à operação dos serviços (incluídos os custos de capital, depreciação e impostos) pelo número de passageiros pagantes. Porém, os passageiros isentos que são transportados representam um custo para o sistema, tendo em vista que estes são considerados no planejamento da empresa.
A Transportes Cisne tem uma frota de 68 ônibus. No ano passado, 11 veículos foram substituídos por outros 0 km. Da frota total, quatro ônibus são reservas. Para a Transita, o ideal é que fossem seis. A vida útil de cada veículo é de 10 anos, e a idade média da frota é de cinco anos. A cada seis meses todos os ônibus passam por vistorias.