Prefeitura de Itabira quer que escolha por terreno para construção de presídio seja feita pelo Estado

Segundo Bernardo Rosa, medida aceleraria o processo

Prefeitura de Itabira quer que escolha por terreno para construção de presídio seja feita pelo Estado
Antigo presídio de Itabira está desativado desde 2019. Foto: Arquivo/DeFato
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A escolha do terreno para uma possível construção de um novo presídio em Itabira deve ser feita pelo Estado. É o que pensa a Prefeitura, de acordo com o vereador e ex-secretário Municipal de Governo Bernardo Rosa (Avante). À DeFato, o situacionista, também advogado, afirmou que a gestão Marco Antônio Lage (PSB) solicitou ao Governo Estadual que escolha qual espaço receberá o projeto.

“O prefeito encaminhou uma declaração de interesse ao secretário de Justiça e Segurança Pública no sentido de que o Estado indique o terreno e a Prefeitura o desapropria. Se for público, a Prefeitura doa”, explicou Bernardo.

 

Foto: Victor Eduardo/DeFato Online

 

Segundo o vereador, a medida daria mais celeridade ao já arrastado processo, alvo de inúmeras discussões recentes em Itabira. “Em uma tratativa com o prefeito, a gente entende que o terreno é específico para o Estado. Não é qualquer terreno que o setor de engenharia aceita para construção. Então para minimizar esse tempo, que o setor de engenharia, vendo os terrenos que tem no município, indique (o terreno) e o prefeito desapropria”.

Bernardo Rosa afirma, ainda, que o município notificará o Estado nesta semana, a fim de saber se houve alguma definição sobre o tema. “Foi protocolado esse documento e nesta semana o prefeito irá entrar em contato com o setor específico para ver se já tem o imóvel, se já vieram aqui para avaliar ou se irão querer que o município vá com eles e indique algum imóvel”, conclui.

Críticas recentes

A indefinição sobre a construção de um novo presídio em Itabira tem gerado muitas críticas à gestão Marco Antônio Lage. Elas surgem, principalmente, de setores entusiastas da ideia.

Na última quarta-feira (9), por exemplo, a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Itabira, Patrícia de Freitas Vieira, criticou aquilo que classificou como um jogo de ‘‘empurra-empurra’’. Para ela, desde que a antiga unidade prisional foi fechada, ‘‘reuniões e reuniões, conversas e conversas’’ foram realizadas, mas sem nenhuma efetividade.

‘‘Já se passaram três anos e a gente não tem nada definido. A gente precisa parar um pouco com o ‘empurra-empurra’, com o ‘joga a responsabilidade para um, joga para outro’ e, de fato, conseguir trazer uma ação efetiva, uma convergência de ideias para que a gente possa cobrar quem realmente vai resolver o problema’’.

OAB Itabira
A presidente da OAB, Patrícia de Freitas. Foto: Divulgação

Representante do prefeito Marco Antônio no encontro, o secretário municipal de Governo, Danilo Alvarenga, fez discurso alinhado ao de Bernardo Rosa.

‘‘Nós estamos em discussão com o Governo em relação ao tamanho do presídio. O município tem interesse pela situação carcerária e do tamanho da cidade. Nós já protocolamos um documento, no qual a gente pede que o Estado indique uma área para o município fazer a desapropriação e, posteriormente, a doação. Ou se o terreno for só do município, só a doação’’, disse o secretário.