Prefeitura estuda criar novos programas para os ex-moradores do Drummond

Gilberto falou sobre os abrigos, crianças e cadastramentos em programas sociais

Prefeitura estuda criar novos programas para os ex-moradores do Drummond
Na manhã desta quarta-feira, 3 de agosto, o procurador Jurídico da Prefeitura de Itabira, Gilberto Magalhães, concedeu entrevista à imprensa para esclarecer o que o Executivo tem feito pelas famílias do bairro Drummond, desocupado ontem, 2, por ordem da Justiça. Foram levantados questionamentos sobre o abrigo, programas sociais, construção de casas e apartamentos para os desabrigados, entre outros. Entre as declarações, o representante do município disse que novos programas sociais podem ser criados para atender aos ex-moradores do sem-terra.
 
Logo no início do seu discurso, Gilberto afirmou que o município nunca foi parte deste processo, pois o terreno é particular e por este motivo também esteve impedido de promover qualquer infraestrutura no local. No entanto, segundo o procurador, desde que as lideranças procuraram o prefeito João Izael, o chefe do Executivo se dispôs a apoiar no que fosse necessário dentro da legalidade.
 
Abrigo
Em relação ao abrigo, o procurador explicou que tudo precisou ser feito de uma forma emergencial. “No primeiro momento, não se sabia quantas famílias exatamente iriam para os abrigos, portanto, fizemos a maior quantidade de repartições possíveis no Fio de Ouro”. O local possui 51 repartições, mas conforme Gilberto, apenas 39 famílias estão alojadas. No alojamento do Brazuca, serão colocadas cerca de 80 famílias. No entanto, até que fique pronto, os moradores estão no Ginásio Poliesportivo do bairro Gabiroba.
 
Foi assegurado que uma equipe da Secretaria de Ação Social continuará dando suporte aos abrigados durante todo o período de permanência no abrigo. As adequações pedidas pelos bombeiros, após vistoria, já estão sendo providenciadas e o alojamento no Brazuca já está sendo construído, atendendo todas as exigências.
 
Cadastramento
A princípio, as famílias foram cadastradas em programas sociais da Prefeitura – ou para irem para os abrigos – apenas com base nas informações dadas pelos próprios moradores, pois não houve como fazer um planejamento.  De acordo com o procurador, a partir de agora a Prefeitura fará um levantamento mais preciso.
 
Gilberto disse ainda que a Prefeitura poderá lançar novos programas sociais para ajudar as famílias. Até então estão disponíveis o Bolsa Moradia, no valor de R$ 325,00, para pagamento de aluguel total ou parcial; e o Panfins, doação de material de construção para aqueles que têm terreno para construir.
 
Foram priorizadas também as famílias já cadastradas na distribuição dos apartamentos que serão construídos por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. Ao todo serão feitas 170 unidades no bairro Santa Marta.
 
Crianças
Transporte escolar também será providenciado para as crianças que estão nos abrigos. Segundo Gilberto, constatou-se que a maioria delas estuda na Escola Municipal Inês Torres. O Município tenta encontrar uma maneira de manter estas crianças na escola em tempo integral, para que elas não fiquem ociosas no alojamento.