Preferido dentro do Valério, empresário Pedro Fortunato impõe condições para assumir presidência
Empresário Pedro Fortunato demonstra dúvidas se vai ou não assumir a presidência do Valério
As eleições para a nova diretoria do Valério ainda não têm data marcada, mas acontecerão até o fim de janeiro. Dentro do clube, até agora ninguém se manifestou como candidato. No entanto, os conselheiros e os diretores que encerraram o mandato em 2015 têm um preferido para ocupar o cargo de presidente: o empresário Pedro Fortunato dos Santos, proprietário da Coma Bem. Só que não será tarefa fácil convencê-lo a aceitar o desafio. O “escolhido” fez algumas exigências e se mostra temeroso por causa do conflito de ideias. Ao mesmo tempo, não descarta totalmente ser o novo mandatário do Dragão.
Pedro é parceiro do Valério já há algumas temporadas, sempre como patrocinador, seja com sua empresa Coma Bem ou com a Churrascaria Varanda, de propriedade de sua família. Nos dois últimos anos, porém, passou a atuar mais próximo da diretoria, ajudando, inclusive, a diminuir passivos trabalhistas do clube. Foi justamente nessa proximidade que surgiu o temor pelo conflito de ideias.
“Eu achei que iria ajudar patrocinando o futebol e agora estou vendo que acabei prejudicando. Eu não compactuo com algumas ideias. Um exemplo é esse negócio do português (leia aqui) (aqui) (e aqui). Eu tinha medo de que trouxesse prejuízos para a imagem do clube”, comenta.
Exigências
Para aceitar ser presidente do Valério, o empresário impôs duas condições prioritárias: a primeira é de que a última diretoria zere todos os passivos da Terceira Divisão do ano passado; a segunda é que tenha ao seu lado um grupo forte que o ajude a reestruturar o VEC por completo. A primeira solicitação está sendo trabalhada dentro do clube. A segunda está sendo buscada pelo próprio Pedro.
“A gente vai conversar com o Nozinho (deputado estadual), porque ele falou que vai ajudar. Ele diz que tem um projeto de reestruturação para o clube. Eu também pedi uma reunião com o pessoal do Bretas, de Santa Maria. Eles investem no futebol, são grandes parceiros do Atlético Mineiro. Se eles entrarem, eu sei que eles vão querer resultados financeiros, e é direito deles. Mas é um grupo sério, que vai trabalhar com a base. Aí eu toparia”, argumentou. “Mas do jeito que o Valério vai, dificilmente eu topo”, completou, logo em seguida.
“Eu tenho muita vontade de ver o Valério bem. É uma marca forte. Nesse último campeonato, o Valério foi o time com maior torcida e com quase o dobro do segundo colocado. E Itabira merece. Eles falam muito nisso (de o empresário ser presidente), mas é difícil”, disse Pedro, em tom de indecisão.
Convencimento
Conselheiros do Valério, incluindo o ex-presidente Luzardo, vão se reunir com Pedro Fortunato ainda nesta semana. A intenção é mostrar os esforços que o clube tem feito para sanar as dívidas e tentar convencê-lo a aceitar ser o novo presidente. Em entrevista à DeFato Online no fim do ano passado, Luzardo deixou claro que enxerga no empresário um porto seguro para o Dragão.
“O Pedro é muito sério com as coisas dele, não gosta de nada errado. Nós estamos organizando para refirmar o convite e para que ele aceite essa batalha de quatro anos. Estamos contado com isso. Ele fez algumas exigências, de que a casa esteja em ordem. Vamos colocar tudo em ordem para que ele seja o próximo presidente”, afirmou.
Eleição
O cargo de presidente executivo do Valério está vago desde o dia 22 de novembro, quando encerrou o mandato de Luzardo Drummond. Desde então, o presidente do Conselho Deliberativo, Sérgio Henrique Gomes, acumula as funções interinamente. É dele a responsabilidade de convocar as eleições.
Segundo Sérgio, o edital de inscrições para chapas será lançado ainda nesta semana. A partir daí, será respeitado um prazo de dez dias até as eleições. No Valério, 31 conselheiros estão aptos a votar. O pleito estará validado se houver quórum de 60%.