Prejuízo dos Correios mais que triplica e chega a R$ 8,5 bi em 2025
O rombo nas contas dos Correios foi recorde na série histórica desde o Plano Real, de 1994
Os Correios registraram prejuízo líquido de R$8,5 bilhões em 2025 subindo negativamente em 226,9% se comparado a 2024, período em que o prejuízo foi de R$ 2,6 bilhões. O valor mais que triplicou em apenas um ano, segundo dados apresentados pela estatal dos resultados dos 100 primeiros dias do plano de reestruturação fiscal e financeira da empresa.
Emmanoel Rondon, presidente dos Correios, afirmou que o desafio é grande e que os números “demoraram para melhorar” e que a empresa enfrenta concorrência acirrada no setor de e-commerce.
Em 2025, a receita bruta foi de R$ 17,3 bilhões, um impacto significativo sobre a estrutura de resultados.
O rombo nas contas dos Correios foi recorde na série histórica desde o Plano Real, de 1994.
Rondon disse que o resultado foi “diferente” do esperado, mas foi melhor que o estimado anteriormente pela equipe que assumiu a estatal em setembro, de R$ 9 bilhões a R$ 10 bilhões de saldo negativo.
Rondon salientou que a operação da empresa foi impactada pelo fluxo de caixa, que atrasa pagamentos aos fornecedores. “Tem muitos anos que a receita total dos Correios está mais ou menos estável em termos nominais. A gente tem que melhorar isso”.
O presidente da estatal destacou que o prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 foi influenciado pelo provisionamento responsável de obrigações judiciais e pelo aumento de custos operacionais e impactado por decisões que objetivaram garantir a sustentabilidade futura da estatal, passando pelo saneamento de dívidas, com reconhecimento de R$ 2,63 bilhões em precatórios e contingências judiciais acumulados de gestões anteriores. O patrimônio líquido encerrou o ano de 2025 em R$ 13,1 bilhões negativos.
O PDV (Programa de Desligamento Voluntário) teve 3.748 adesões, que vai proporcionar uma economia recorrente na folha de pagamentos.
O volume de encomendas em atraso caiu de 43% em 2025 frente a 2024.
O plano de recuperação fiscal dos Correios foi anunciado em 29 de dezembro do ano passado, com a estatal prevendo um ganho de R$ 7,4 bilhões por ano, sendo R$ 4,2 bilhões com cortes de 15 mil funcionários e fechamento de 1.000 unidades de atendimento, e outros R$ 3,2 bilhões com o aumento de receita.
*Fonte: Poder360




