Presidência do Senado: PL deve ter candidato próprio, mesmo com aproximação de Alcolumbre
O partido terá a maior bancada do Senado a partir de novos parlamentares eleitos em outubro: serão 28 senadores
O PL deve anunciar nesta quarta-feira (4), o senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato à presidência do Senado em fevereiro de 2027, apesar das tratativas de Davi Alcolumbre (União-AP).
O PL terá a maior bancada do Senado a partir de novos parlamentares eleitos em outubro. Serão 28 senadores.
Alcolumbre tenta a reeleição à presidência da Casa, e sua estratégia envolve conseguir votos de senadores da oposição, como o PL, PP e Republicanos.
Para obter êxito, o candidato ao Senado precisa de maioria absoluta dos votos, ou seja, 41 dos 80 parlamentares.
Na semana anterior, Alcolumbre discutiu com parlamentares a possibilidade de pautar um projeto para anistiar os condenados do 8 de janeiro, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro, uma forma de conseguir apoio da oposição para uma eventual reeleição e ainda conter a pressão por impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O último levantamento do STF, disponibilizado em abril, informa que dos condenados pela tentativa de golpe, 190 continuam presos, com 70 deles em prisão domiciliar.
Em abril deste ano, o Congresso deu aval a uma proposta que permite redução das penas, mas será avaliada caso a caso pelo STF.
Uma importante liderança do PL no Senado, afirmou, nos bastidores, que essa tese da anistia poderia servir para os condenados, quanto por quem os condenou, no caso, o relator, ministro Alexandre de Moraes.
Dessa forma, uma apuração sobre a conduta do ministro na condução do processo não seria aberta pelo Senado.
Mesmo com a tentativa de aproximação, o PL, majoritariamente, recusou um acordo com Alcolumbre e vai colocar o senador Rogério Marinho em campanha a partir da próxima semana.
Mesmo com o PL lançando Marinho, a senadora Tereza Cristina é outro quadro da oposição que deseja disputar o comando da Casa.
“Eu mantenho meu desejo de concorrer, de ser a primeira mulher presidente do Senado. Temos 90 dias até a eleição. Tem muita água para rolar”.
Apesar de alguns governistas defenderem o projeto de anistia, siglas como o MDB já estão se posicionando contra essa possibilidade.