Previsão de mais chuva deixa Minas em alerta

Minas Gerais, de acordo com a Defesa Civil, já tem 4.744 desabrigados e 46.683 desalojados pelas enchentes. As chuvas dos últimos dias deixaram 13 mortos e 290 feridos, além de criar transtornos para outras 206.868 pessoas. Um total de 18.804 casas foram danificadas e 186, destruídas. Seis pontes foram danificadas e 30, destruídas. Mais, o […]

Minas Gerais, de acordo com a Defesa Civil, já tem 4.744 desabrigados e 46.683 desalojados pelas enchentes. As chuvas dos últimos dias deixaram 13 mortos e 290 feridos, além de criar transtornos para outras 206.868 pessoas. Um total de 18.804 casas foram danificadas e 186, destruídas. Seis pontes foram danificadas e 30, destruídas. Mais, o quadro pode piorar, de acordo com a meteorologia, o que levou o governador Aécio Neves a anunciar, quinta-feira, um pacote de medidas de apoio a moradores e comerciantes atingidos pelas enchentes e a fazer um alerta às populações e prefeitos de 43 municípios, que deverão ser novamente atingidos por fortes chuvas a partir de quinta-feira.

As medidas anunciadas são para essas cidades, as mesmas devastadas por enchentes na semana passada, a maioria nas regiões da Zona da Mata, Triângulo Mineiro, Sul e Centro-Oeste. “É absolutamente fundamental que todos estejam de prontidão. A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil está em contato direto com cada um dos prefeitos, para que as ações das prefeituras sejam coordenadas com as do governo do estado, desde a transferência de famílias que estão em áreas de risco até o trabalho de socorro e de resgate, sempre que necessário”, disse. “Devemos passar o fim de ano em absoluto alerta em Minas Gerais, esperando que a meteorologia esteja exagerando um pouco nas suas previsões”, acrescentou o governador, lembrando a destruição em Ponte Nova, na Zona da Mata, onde está sendo montado um planejamento especial. Nos próximos dias, ele deve visitar a região.


Uma das medidas tomadas pelo estado, de apoio aos 43 municípios com decretos de emergência assinados e publicados, é o adiamento do pagamento das contas de luz e de água para todos os consumidores, sejam pessoas físicas ou jurídicas. Até segunda-feira, a Cemig e a Copasa vão divulgar um comunicado detalhando como isso ocorrerá. “As contas de janeiro e fevereiro serão adiadas por 60 dias. Elas serão pagas a partir de março, divididas em seis parcelas, sem qualquer correção, junto com as contas dos meses subseqüentes. Não haverá multa para atraso ou não pagamento de contas em janeiro e fevereiro”, afirmou.

Aécio Neves determinou a abertura de um novo crédito no Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG) para pessoas jurídicas, como donos de micro, pequenas e médias empresas que tiveram as suas atividades afetadas pelas enchentes. A linha de crédito, que estará disponível a partir de 1º de janeiro, começará com R$ 30 milhões e pode chegar a R$ 50 milhões, com uma carência de seis meses para o início do pagamento, que será feito em até três anos, com juros subsidiados de 6% ao ano, sem outra correção ou indexador. “Será um capital de giro para reposição de estoque. O valor, por empresa, não poderá ultrapassar R$ 180 mil, para que possamos estar exatamente com um foco maior no pequeno comércio, que teve a loja inundada e perdeu o estoque”, disse, lembrando que outras medidas poderão ser tomadas.

Ele esteve quinta-feira com o presidente Lula e este anunciou que vai convocar governadores de estados atingidos pelas chuvas para discussão de medidas complementares e articuladas entre os governos federal e estaduais. Nesse encontro, medidas no campo fiscal serão anunciadas para minimizar o impacto da crise econômica sobre determinados setores. “Temos absoluta convicção de que nós, a partir da coordenação que o estado vem fazendo em relação às chuvas, superaremos mais essa dificuldade”, disse Aécio Neves.