Problema de abastecimento: engenheiro do Saae diz que os técnicos precisam ser ouvidos
Dartson trabalha há 28 anos no Saae, mas disse que falava como rotaryano
Durante a abertura do Fórum Permanente de Desenvolvimento, Sustentabilidade e Inovação de Itabira, o engenheiro do Saae e membro do Rotary, Dartson Fonseca, fez uma crítica às decisões políticas sobre o abastecimento de água em Itabira. Dartson, que trabalha há 28 anos no Saae, afirmou que falava como rotaryano, não como servidor. “O técnico precisa ser ouvido”, afirmou, ao ter a oportunidade de fazer uma pergunta aos secretários de Estado.
O que seria uma pergunta, na verdade foi uma afirmação. Dartson se referiu à construção do distrito industrial dentro da bacia do manancial da Pureza, responsável atualmente por mais de 50% do abastecimento na cidade. Segundo o engenheiro, quando se construiu a Estação de Tratamento de Água (ETA) da Pureza já se sabia que a bacia deveria ser preservada. “Dez anos mais tarde construíram o distrito industrial, por decisões políticas”, criticou.
As empresas do distrito ficam numa área de leve aclive. Dartson afirma que há interceptores de esgoto na parte inferior do terreno, que livram os riachos que abastecem a barragem da Pureza das principais contaminações. Mas a estrutura demanda manutenção e não é suficientemente capaz de evitar, por exemplo, as enxurradas em épocas de chuva (como agora), que tornam a água dos córregos mais barrenta e exigem muito mais da ETA. O desabafo do engenheiro é um alerta às discussões sobre novas captações em Itabira. Três projetos estão em andamento no município – um a longo prazo, o do rio Tanque, e dois a curto/médio prazo (do rio de Peixe e barragem Santana) – para que os mesmos erros não se repitam.