Professor de colégio de BH é preso por pornografia infantil
Ele usava um perfil falso em rede social para ter contato com as vítimas
Um homem, de 34 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil nesta terça-feira (9), pelo crime de armazenamento de pornografia infantil. O suspeito era professor de Educação física em um colégio tradicional de Belo Horizonte.
Segundo investigações da Polícia Civil, o homem teria usado um perfil falso em rede social para manter contato com as vítimas, meninas entre 9 e 12 anos de idade. O professor solicitava imagens das garotas nuas, inclusive sob ameaça.
As investigações foram conduzidas pela 2ª Delegacia de Investigação de Crimes Cibernéticos e começaram em 2019. Segundo o delegado Magno Machado, algumas mães de alunas da mesma escola procuraram a unidade policial e relataram que as filhas estavam recebendo pedido de envio de imagens íntimas. Porém, naquele momento, ainda não sabiam quem estava por trás do perfil da rede social.
Investigação
Durante as apurações, os policiais civis da unidade chegaram ao suspeito. “Conseguimos identificá-lo por meio das técnicas investigativas e foi representado pelo mandado de busca e apreensão na residência dele, que culminou, hoje, na operação policial e na prisão em flagrante do investigado”, pontuou o delegado Machado ao reforçar que o empenho da equipe no trabalho de investigação.
Buscas
O mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência do professor, que mora com os pais, no bairro União, em Belo Horizonte. Segundo a equipe policial responsável pelo cumprimento da ordem judicial, inicialmente, o suspeito negou ter material com conteúdo pornográfico infantil.
Porém, na delegacia, com a análise preliminar dos dispositivos apreendidos, os policiais se depararam com um expressivo volume de fotos de pornografia infantil, e o homem acabou confessando que reúne esse tipo de conteúdo desde que tinha 15 anos.
Ainda de acordo com a equipe, o suspeito alegou que já teria sido abusado sexualmente na infância e disse que não compartilhava as fotos, apenas as possuía para “saciar seus desejos”. O delegado Delmes Feiten, que coordenou a operação, explica que o suspeito foi autuado em flagrante por armazenar conteúdo de pornografia infantil. “A pena é de quatro anos e tem agravante por possível violação de dever do cargo (professor). Ao final do flagrante, também será representada pela decretação da prisão preventiva do investigado”, disse.
O chefe do Departamento Estadual de Combate à Corrupção e a Fraudes, Julio Wilke, explica que o trabalho investigativo prossegue para verificar se houve a prática de outros crimes. “Vamos dar continuidade às investigações a fim de aclarar se ele participa de alguma organização criminosa voltada para difusão, compartilhamento (de material pornográfico infantojuvenil), ou de alguma rede de pedofilia, bem como se houve, por parte dele, alguma concretização de abuso”, informa o delegado.
A Polícia Civil afirma que “o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional e está à disposição da Justiça”.




