Projeto de captação no rio Tanque travado na Caixa

Assunto foi discutido durante reunião do Grupo da Água

Projeto de captação no rio Tanque travado na Caixa
O maior dos projetos de abastecimento de água em andamento em Itabira, o do rio Tanque, continua travado na Caixa Econômica Federal (CEF). Após algumas licitações desertas, a Prefeitura de Itabira adicionou mais R$ 1 milhão ao recurso federal já existente (R$ 1,2 milhão do PAC2) para ver se alguma empresa se interesse em fazer o projeto executivo da obra. Desde a ocasião do aditivo, no início deste ano, a Caixa analisa os documentos e pede ajustes antes de liberar a divulgação do edital de licitação.
 
De acordo com o diretor-técnico do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Jorge Borges, há muitos pequenos detalhes exigidos pela burocracia que atravancam o processo e atrasam os cronogramas. O assunto foi discutido durante a última reunião do Grupo da Água, na quinta-feira passada, na Câmara Municipal.
 
Após a definição da empresa vencedora do processo licitatório, etapa que vem depois da liberação da Caixa, a estimativa é que o projeto fique pronto em 15 meses. A partir daí, o município precisa correr atrás de recursos para construir a obra de fato, que deve custar pelo menos R$ 50 milhões. O prazo de execução das obras deve ser de 24 meses.
 
O local de captação fica a 18 km da sede do município e o trecho tem um relevo bastante acidentado. De acordo com Jorge, o rio pode fornecer a Itabira 1300 litros por segundo de água sem barragem, muito acima do que a cidade precisa atualmente. Por se tratar de uma obra grande e com inúmeros desafios técnicos e burocráticos, não é possível prever quando a obra ficará pronta.
 
Projetos de curto prazo
Além da captação no rio Tanque, outros dois projeto de captação de água estão em andamento em Itabira. Um deles, o do rio de Peixe, custará cerca R$ 4 milhões e deve ficar pronto no meio do ano que vem. O rio de Peixe adicionará 60 l/s ao atual sistema de abastecimento do Saae. O da barragem Santana tem previsão de captar 100 l/s e está um pouco mais atrasado. O projeto executivo já foi elaborado, mas teve de ser adaptado. De acordo com Jorge Borges, a licitação para as obras precisa ficar pronta ainda este ano.