Projeto de lei alerta sobre a depressão em crianças e adolescentes
Proposta foi elaborada pelo vereador Bernardo Rosa (Avante)

Um dos problemas mais graves da atualidade, a depressão afeta boa parte da sociedade. De acordo com o Ministério da Saúde, a prevalência de depressão ao longo da vida no Brasil está em torno de 15,5%. Já a OMS aponta que a prevalência da doença na rede de atenção primária de saúde é 10,4%, seja de forma isolada ou associada a um transtorno físico.
E este tema foi abordado no projeto de lei 93/2023, elaborado pelo vereador Bernardo Rosa (Avante) e discutido na reunião de comissões da última semana. A proposta institui a “Campanha Permanente de Conscientização da Depressão na Infância e na Adolescência” em Itabira. Entre os objetivos do projeto, estão:
- Ampliar a informação e o conhecimento sobre a depressão;
- Incentivar a busca pelo diagnóstico e tratamento das crianças e adolescentes no âmbito escolar;
- Combater o preconceito e bullying no ambiente escolar
O projeto de lei diz, ainda, que todas essas medidas seriam viabilizadas por meio da criação de uma equipe de profissionais permanentes vinculados ao tema e integrantes do quadro de servidores da Prefeitura de Itabira. A ação seria fruto de uma parceria entre as secretarias de Saúde e Educação.
Combate imediato
Bernardo Rosa aproveitou a presença da secretária de Saúde, Clarissa Lages, na reunião de comissões para “cobrá-la” sobre o andamento da proposta, a ser votada na Câmara posteriormente. Ele também citou o depoimento dado pela itabirana Luciana Madureira, detalhado em uma matéria publicada ontem pela DeFato.
“Que bom que a secretária de Saúde está aqui hoje para ouvir esses projetos e já fomentar a executabilidade deles. Tivemos um relato muito importante da Luciana relacionado à depressão. No mundo hoje temos mais de 300 milhões de pessoas acometidas pela depressão, milhares de suicídios. E a gente não vê muitas discussões em relação a crianças e adolescentes, vemos mais com adultos”.

Para o parlamentar, o objetivo do projeto é combater a depressão já em sua fase inicial. “A depressão na criança e na juventude gera diversas outras consequências, como bullying, isolamento nas escolas, porque ninguém reconhece o que está acometendo (o depressivo). Então esse projeto é muito importante para que a gente possa agir lá no embrião, na semente, quando o transtorno depressivo já possa ser tratado e as consequências não sejam as piores”, diz.
Por fim, Bernardo Rosa lamentou o preconceito sofrido pelos portadores da doença, além da falta de políticas públicas eficientes voltadas ao tema.
“Todo mundo aqui tem alguém próximo com depressão, e às vezes as pessoas são rotuladas de forma muito diferente. Muitos não entendem o que é depressão, só sabem o que é quem enfrenta ela. É muito triste não termos um mecanismo público eficiente para que a gente possa amenizar o estado das pessoas”.




