Projeto na Câmara reajusta salários de prefeito, vice e secretários
Salários do prefeito, vice e secretários municipais da Prefeitura de Itabira podem sofrer majoração
Tramita na Câmara de Vereadores de Itabira um projeto de lei que trata do reajuste dos salários do prefeito, do vice e dos secretários municipais. A matéria foi lida em plenário durante a reunião ordinária do Legislativo nesta terça-feira, 29 de novembro, e agora segue para análise das comissões.
De acordo com o projeto, o salário do prefeito, entre 2017 e 2020, passaria dos atuais R$ 18.739,62 para R$ 23.670,00, um reajuste de 26%. O do vice subiria dos atuais R$ 9.369,64 para R$ 12,9 mil, o equivalente a 37%. A majoração mais expressiva é a dos secretários municipais, cujos salários subiriam de R$ 7.933,75 para R$ 12,9 mil, uma alta de 62%.
Vale ressaltar que os atuais salários do prefeito e vice e do primeiro escalão estão reduzidos desde setembro do ano passado, por causa da crise financeira que assola o município. Antes, o chefe do Executivo recebia R$ 24.986,16, o vice 18.739,62 e os secretários R$ 10.578,34. O último aumento foi aprovado em dezembro de 2012.
A matéria é assinada por 13 dos atuais 17 vereadores. Apenas Bernardo Mucida (PSB), Geraldo Torrinha (PHS), Marcela Cristina (PR) e Ronaldo Capoeira (PV) não assinaram o documento que tramita no Legislativo.
De acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Diguerê (PV), a tramitação do projeto foi um pedido da equipe de transição do governo Ronaldo Magalhães (PTB) que assume a Prefeitura de Itabira a partir do dia 1º de janeiro de 2017. O pevista disse que aguarda para a próxima quinta-feira, 1º de dezembro, a presença de um representante da comissão para explicar os motivos do reajuste, bem como apresentar estudos de impactos financeiros.
Antes mesmo das explicações, os vereadores Bernardo Mucida e Geraldo Torrinha – que disputaram as eleições contra Ronaldo Magalhães – já criticaram a proposta. “Tem que se ter muito cuidado e conhecer melhor os números. Estamos em uma crise e qualquer medida mal pensada pode custar o futuro da cidade”, disse Mucida. “O momento é de promover cortes, de cortar na carne, e não de promover aumentos”, completou Torrinha.




