Qualificar para competir

O idealizador do PAQP, José Don Carlos e o presidente da Acita, Marco Aurélio Garcia Matos

Qualificar para competir
Qualidade e competitividade. Essas duas palavras, tão interligadas uma à outra, foram os pilares para a idealização do Programa Acita de Qualidade e Produtividade (PAQP), desenvolvido pela Associação Comercial, Industrial de Serviços e Agropecuária de Itabira. O projeto, que teve início em outubro de 2014, ensina aos participantes técnicas para melhoria da linha de produção. Tudo para tornar a empresa mais forte e competitiva em um mercado cada vez mais exigente. 
 
O PAQP integra o Programa de Desenvolvimento de Negócios de Itabira (PDNI), mantido pela Acita. O projeto foi elaborado a partir de projetos desenvolvidos em várias regiões do Brasil. Durante um ano, as empresas participantes indicaram dois representantes para frequentar reuniões e treinamentos. Além disso, o processo ainda contou com seminários, cursos e auditorias. Ao final, as empresas receberam o Selo Acita de Qualidade e Produtividade.
 
Todo o projeto foi idealizado pelo consultor José Don Carlos, especialista em gestão de qualidade e que atua nessa área há 25 anos. Foi, por muito tempo, responsável por esse setor na mineradora Vale e é integrante da União Brasileira de Qualidade, onde coordenou grupos formados por empresas multinacionais que se reuniam para discutir técnicas de qualidade total.  
 
De acordo com o presidente da Acita, Marco Aurélio Garcia Matos, é um projeto audacioso e que vai contribuir muito para o crescimento das empresas participantes. “O programa foca na organização, no atendimento, nas estratégias e nos processos de trabalho, com o objetivo de fazer com que a empresa alcance melhorias gradativamente. É um trabalho contínuo, mas os participantes já têm observado grande evolução”, comemora.
 
Programa diferenciado
O coordenador José Don Carlos também se empolga ao falar do PAQP. Segundo ele, o programa é diferente dos demais que trabalham a qualidade total por causa da interação que promove entre funcionários e gestores. “O foco desse programa é promover a melhoria dos processos, melhorar as ferramentas de trabalho e realizar o treinamento pessoal, com o objetivo de despertar o comprometimento da equipe, que é a base de toda empresa. Existem muitos programas de gestão que trabalham muito a cadeia superior, mas o PAQP envolve todos os colaboradores. É um programa que, para dar certo, toda a empresa precisa estar envolvida”, destaca. 
 
Em um cenário econômico tão conturbado e desafiador para os empresários, Don Carlos alerta para a importância de oferecer um serviço extremamente qualificado para se sobressair perante os concorrentes. É o que ele chama de “poder de competitividade”. “A produtividade leva à competitivade. O PAQP, então, torna as empresas mais competitivas, com a melhoria dos processos internos e resultados de produção e lucratividade. Não é mais um programa de gestão, é um programa para a sobrevivência da empresa. A empresa que quer a excelência naquilo que oferece precisa modelar os processos”, afirma. 
 
Ao todo, 15 empresas se inscreveram na turma inicial do PAQP, em outubro de 2014. Durante o processo, três desistiram e uma fez acordo para ser certificada no próximo grupo, em 2016. A primeira turma recebeu o Selo Acita de Qualidade no dia 14 de novembro de 2015, durante a solenidade que comemorou os 90 anos da entidade.   
 
De acordo com o presidente Marco Aurélio, qualidade é dinheiro. “Se uma empresa otimiza sua linha de produção e qualifica o trabalho, consequentemente vai ganhar mais dinheiro. Não dá mais para ficar perdendo tempo e dinheiro com uma linha mal feita”, comenta. O coordenador Don Carlos concorda e vai além. Do alto de sua experiência na área e conhecedor dos processos adotados em multinacionais, aponta o caminho para que as empresas itabiranas mudem de patamar. “Se investir em qualidade é bom para as empresas de grande porte, se é bom para a Vale, para a Cenibra, para a Fiat e para a Sadia, então é bom para qualquer empresa”, diz. 
 
A procura para a próxima turma está grande, mas o grupo será formado apenas por 15 empresas. É o número ideal estipulado pela coordenação. O processo inicia-se novamente e mais participantes passarão pelo treinamento. E assim o ciclo da qualidade ganha força e se alastra. Bom para as empresas, bom para os clientes. Excelente para o 
mercado de Itabira.