R$ 20 milhões do acordo de Mariana impulsionam ofensiva da PF contra crimes minerários em Minas
Investimento fortalece investigações e repressão à mineração ilegal no Vale do Rio Doce
A Polícia Federal vai ampliar o combate aos crimes minerários em Minas Gerais com um investimento de aproximadamente R$ 20 milhões. O Ministério de Minas e Energia anunciou o repasse nesta quinta-feira (5). Os recursos vêm do Acordo Judicial de Reparação firmado após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015.
Com essa iniciativa, o governo federal reforça as ações de repressão à mineração ilegal e ao crime organizado no setor. Além disso, a medida busca ampliar a responsabilização penal por danos ambientais e proteger áreas historicamente afetadas por atividades irregulares.
PF concentra ações na Bacia do Rio Doce
A Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais vai coordenar a execução do projeto. Ao mesmo tempo, as delegacias de Governador Valadares, Ipatinga e Juiz de Fora atuarão diretamente nas operações.
Essas unidades atendem cerca de 200 municípios da Bacia do Rio Doce. A região abriga aproximadamente 3,1 milhões de pessoas, incluindo comunidades ribeirinhas e territórios vulneráveis. Por isso, o investimento fortalece a presença do Estado em áreas que sofreram impactos diretos do desastre de Mariana.
PF reforça mobilidade e comunicação operacional
Para ampliar a eficiência das operações, a Polícia Federal vai investir em mobilidade e comunicação. A corporação vai adquirir viaturas especializadas, veículos blindados e um guincho caracterizado para apoio logístico.
Além disso, a PF vai modernizar o sistema de comunicação crítica. A atualização do sistema TETRA permitirá maior integração entre as equipes em campo. Dessa forma, as operações ganham mais agilidade, segurança e capacidade de resposta.
Tecnologia amplia capacidade de inteligência policial
Outro foco do investimento é o uso intensivo de tecnologia e inteligência. A Polícia Federal vai expandir o emprego de drones e ferramentas de sensoriamento remoto. Paralelamente, equipes especializadas vão utilizar inteligência geoespacial para identificar áreas de extração ilegal.
A corporação também vai incorporar computadores de alta performance. Com isso, os investigadores poderão cruzar grandes volumes de dados e identificar padrões criminosos com mais rapidez e precisão.
Perícia qualificada fortalece provas técnicas
O projeto também fortalece a capacidade pericial da Polícia Federal. Especialistas em geologia, engenharia de minas e avaliação de danos ambientais vão atuar diretamente nas investigações.
Esses profissionais vão qualificar a produção de provas técnicas. Assim, os inquéritos ganham maior consistência científica e jurídica, especialmente em casos complexos envolvendo impactos ambientais de grande escala.
Investimento amplia operações e fiscalização
Com os novos recursos, a Polícia Federal prevê um aumento de 30% na capacidade operacional no combate aos crimes minerários no Vale do Rio Doce. Além disso, a corporação espera ampliar em 30% a área coberta por fiscalização geoespacial.
Ao mesmo tempo, a PF projeta um crescimento de 25% nas operações preventivas e repressivas contra a mineração ilegal. Dessa maneira, a atuação policial passa a complementar, de forma mais efetiva, as ações dos órgãos ambientais e regulatórios.
Por fim, o investimento busca proteger o patrimônio mineral da União, preservar o meio ambiente e evitar que novas tragédias socioambientais se repitam em Minas Gerais.




