Reajuste zero: Prefeitura não comparece em audiência e Sintramon fala em dissídio coletivo
Diretor do Sintramon e líder do Governo trocaram farpas durante reunião ordinária
O diretor do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Serviço Público de João Monlevade, Alvinópolis, Dom Silvério e Nova Era (Sintramon), Carlos Silva, fez uso da tribuna popular durante reunião ordinária desta quarta-feira, 4, na Câmara de João Monlevade. O sindicalista afirmou que a Prefeitura não compareceu a audiência da Justiça do Trabalho, devido ao processo movido pelo Sintramon diante do reajuste zero proposto pelo Executivo. Assim, o sindicato caminha para o dissídio coletivo. Procurada pela reportagem, a Prefeitura não justificou a ausência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Ainda durante sua fala na tribuna, Carlos afirmou que os concursados e efetivos trabalham para sustentar os servidores comissionados, que são os de livre nomeação. “Não há interesse da Prefeitura. Isso não é problema só do sindicato ou dos servidores, mas também da Câmara. A Administração funciona com muito empenho para arrebentar com cargo efetivo e concursado”, disse o sindicalista. Ao final de sua fala, Carlos pediu que os vereadores tentassem sensibilizar o governo. “Talvez os senhores consigam se indignar com isso ou até mesmo tomar uma postura mais sólida e coerente com a política do município”, destacou Carlos.
Vereadores apoiam
Alguns vereadores apoiaram a fala de Carlos Silva. Cláudio Cebolinha (PTB) foi um deles. Ele destacou que sempre votou favorável aos servidores. “Espero que nem precise desse julgamento. E sobre as gratificações, tem chegado muita portaria nesta Casa. Entre gratificação para alguns e reajuste para todos, fico com reajuste na carteira de trabalho. Sou contra qualquer tipo de corte”, enfatizou o vereador.
Djalma Bastos (PSD) e Gentil Bicalho (PT) também se manifestaram favoráveis. Djalma disse que no início do ano a justificativa era a dívida do Estado com o município, mas que acredita que atualmente, com o pagamento parcelado da dívida, a Prefeitura possa retomar a questão. Já Gentil Bicalho cobrou respeito ao sindicato. Belmar Diniz (PT) acusou o Executivo de desinteresse para com os servidores. “Não mandar nenhum representante para acordo no TRT demonstra total desinteresse”, afirmou.
Líder do Governo afirma partidarismo no Sintramon

O líder do Governo na Câmara, Sinval Dias (PSDB), afirmou que o Sintramon levanta bandeira de partido. “Já falei várias vezes que no dia que o servidor público escolher representante de sindicato que não levanta bandeira de partido, ele será bem representado” disse. O vereador ainda citou que o carro de som do Sintramon é usado muitas vezes para questões políticas. Neste momento, Carlos Silva começou a chamá-lo de mentiroso da plateia. Em dado momento, um chamou o outro de palhaço. O sindicalista afirmou que o vereador terá que provar o que disse.




