Reclamações no Procon Assembleia referentes a dívidas crescem 15,4% em 2018

O crescente endividamento das famílias é um problema que tem preocupado cada vez mais os órgãos de defesa do consumidor. O número de pessoas que comparecem ao Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em busca de ajuda para renegociar seus débitos com bancos aumenta ano a ano. Entre 2017 e 2018, o aumento […]

Reclamações no Procon Assembleia referentes a dívidas crescem 15,4% em 2018

O crescente endividamento das famílias é um problema que tem preocupado cada vez mais os órgãos de defesa do consumidor. O número de pessoas que comparecem ao Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em busca de ajuda para renegociar seus débitos com bancos aumenta ano a ano. Entre 2017 e 2018, o aumento de reclamações no segmento “empréstimo consignado e pessoal” subiu 15,4%. Para se ter uma ideia, esse assunto ocupava o 9º lugar no ranking de reclamações do Procon em 2017, subindo para o 3º no ano passado.

Segundo o coordenador do Procon, Marcelo Barbosa, isso indica que está havendo um estrangulamento crescente do orçamento familiar, prejudicando a economia como um todo, na medida em que canaliza para o setor financeiro recursos que poderiam ser utilizados em consumo, lazer e formação de uma poupança para emergências, por exemplo. Nesse sentido, é necessária uma revisão criteriosa dos fatores que desestabilizam o orçamento familiar, como os altos juros bancários, as frouxas exigências para contratação de empréstimos e a falta de educação financeira por parte do consumidor, defende o coordenador.

Telefonia

A lista de reclamações ao Procon traz a telefonia em primeiro e o chamado “combo” (telefonia, TV por assinatura e internet) em segundo. Ao todo, no ano passado, o Procon Assembleia registrou 6.080 reclamações. Dessas, 1.033 foram contra o serviço de telefonia (fixa e celular) e 726 para o “combo”. O balanço foi divulgado hoje pela ALMG).  O coordenador do Procon destaca que o setor de telecomunicações lidera o ranking há mais de cinco anos. Marcelo Barbosa afirma que os órgãos de defesa do consumidor vêm insistindo na necessidade de uma fiscalização mais efetiva por parte dos órgãos governamentais de controle, principalmente no que diz respeito às cobranças indevidas nas contas.