Rede de Vizinhos Protegidos soma cinco bairros em Itabira

Capitão Leonardo ao lado da moradora Elaine Pereira: redução de crimes após implantação do programa

Rede de Vizinhos Protegidos soma cinco bairros em Itabira
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A Polícia Militar e os líderes comunitários estão expandindo o programa Rede de Vizinhos Protegidos em Itabira. Inaugurado em 2009, no bairro Quatorze de Fevereiro, o programa vem recebendo atenção especial de 2014 para cá e já contempla os bairros Amazonas, Novo Amazonas, Jardim das Oliveiras e Jardim dos Ipês. 
 
O objetivo é integrar os moradores à segurança pública, visando ações preventivas. Outros bairros também estão na lista da PM para receber a Rede de Vizinhos.
 
Antigos costumes
O projeto é um resgate dos antigos costumes, em que um vizinho cuida da casa do outro. Ações colaborativas, em que as pessoas se ajudam mutuamente no combate à criminalidade, vêm garantindo respostas rápidas da polícia, como garante o capitão Werner dos Santos.
 
“Percebemos que as pessoas vivem muito isoladas. Existem vizinhos que sequer se conhecem. Isso deixa as casas vulneráveis. Então, com essas ações, acaba criando uma rede mais forte, onde as pessoas contribuem com a segurança”, disse o capitão. Segundo ele, existem ações especificas de prevenção, como a de contatar um ao outro, trocar informações de segurança e avisar sobre pessoas estranhas na rua.
 
Além desses procedimentos, também existe a estratégia de cada família integrante da rede receber um apito. “Ao perceber qualquer movimentação fora do normal na rua ou nas casas ao lado, o integrante deve apitar e sair de casa. Ação que precisa ser repetida pelos demais vizinhos”, explicou Werner.
 
Vizinhos unidos
Moradora e dona de uma loja no bairro Amazonas, Elaine Pereira conta que o número de assaltos no bairro diminuiu muito depois que a rede começou a funcionar. Ela tem comércio no bairro há quatro anos e é moradora há 18. “Fui assaltada seis vezes na loja. Depois da implantação da rede, não aconteceu mais”, afirmou.
 
De acordo com Elaine, o projeto aproxima os vizinhos. “É um cuidando do outro. Eu tenho a chave dos meus vizinhos. O alarme de um disparou outro dia, eu chamei a polícia e, com a chave, entramos na casa dele para ver se estava tudo bem”, contou.
 
Elaine disse também que o bairro conta atualmente com cerca de 200 placas cadastradas. Cada casa é identificada com a placa que tem o seguinte aviso: “Residência monitorada. Rede de Vizinhos Protegidos”, e o número de telefone 181 para emergências.