Regional da Polícia Civil de João Monlevade registra nove homicídios em 2019

Assassinato do sargento Célio Ferreira Souza, em setembro deste ano, foi o crime mais impactante da regional

Regional da Polícia Civil de João Monlevade registra nove homicídios em 2019
Paulo Tavares destacou empenho contante na regional de João Monlevade – Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

A 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil de João Monlevade (4ª DRPC), registrou em 2019 nove homicídios. Os dados são repassados pelo delegado regional Paulo Tavares. Ainda segundo o delegado, cinco assassinatos foram em Monlevade, dois em São Domingos do Prata, um em Bela Vista de Minas e um em Alvinópolis.

Houve ainda registro de tentativas de homicídio. Estes foram 14. Cinco foram registrados em Monlevade, seis em Rio Piracicaba, um no Prata, Bela Vista e Alvinópolis.

Questionado sobre a queda na violência em Monlevade e região, Paulo Tavares, destacou o trabalho integrado entre as polícias Civil e Militar, e ainda, o Poder Judiciário. “A Polícia Militar trabalha de forma preventiva e repressiva, com qualidade. Nós trabalhamos de forma estratégica e em investigações pontuais. Isso traz resultados satisfatórios. E o Judiciário sempre apoia as assertivas. Essa soma das forças de segurança pública é um diferencial”, opinou Paulo Tavares.

Assassinato de PM

Célio Ferreira foi morto em operação contra o tráfico de drogas – Foto: Reprodução/Facebook

O assassinato do 3º sargento Célio Ferreira Souza, da 17ª Cia. de Polícia Militar Independente, em João Monlevade, em setembro deste ano, foi o crime mais impactante na 4ª DRPC. O policial foi assassinado o final de setembro, em um crime premeditado contra a Polícia Militar.  O proprietário da casa onde Célio foi morto foi preso por isso. Conforme investigações, ele atraiu os policiais à sua casa, com a informação de que seu filho estaria sendo ameaçado de morte.

Durante reconstituição do crime, com a participação dos dois presos, verificou-se ainda que C.R.R.M., de 18 anos, foi o autor dos disparos e estava acompanhado de I.O.C., de 20 anos, que veio da cidade de Itabira. Célio morreu em decorrência de dois tiros na cabeça. Tão logo foi atingido pelo primeiro disparo, à curta distância, o policial caiu de joelhos e foi executado com o segundo tiro.

Os dois envolvidos estavam a mando de L.S., chefe do comando do tráfico no bairro São João, onde ocorreu o assassinato. Os três foram indiciados por homicídio qualificado, já que não houve chance de defesa à vítima. Eles foram presos na madrugada do assassinato.