Site icon DeFato Online

Réveillon de luxo ou golpe no bolso? Bebidas chegam a custar quase o dobro na Grande BH

Imagem criada por IA

Com a proximidade do Réveillon, consumidores da Grande Belo Horizonte precisam redobrar a atenção antes de encher o carrinho. Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (29) pelo site Mercado Mineiro, realizada entre os dias 26 e 28 de dezembro, revela que os preços de bebidas tradicionais da virada do ano apresentam variação de até 79%, dependendo do estabelecimento, fazendo com que o mesmo produto possa custar quase o dobro na capital e região metropolitana.

Uísque quase 80% mais caro no mesmo bairro

O exemplo mais chocante aparece nos destilados. O Chivas Regal 12 anos (1 litro) foi encontrado por preços que vão de R$ 109,90 a R$ 196,90, uma variação de 79%. Em termos práticos, o consumidor pode pagar quase R$ 90 a mais pelo mesmo produto apenas por escolher o local errado.

Outro rótulo bastante popular, o Old Parr 12 anos (750 ml), apresentou diferença de 76,5%, com valores entre R$ 99,70 e R$ 175,98. Já o White Horse 8 anos (1 litro) oscilou 63,5%, custando de R$ 59,90 a R$ 97,99.

Até bebidas consideradas “mais acessíveis”, como o Campari Bitter, surpreendem: o produto variou de R$ 34,80 a R$ 79,99, mostrando que o abuso não se limita aos itens premium.

Vinhos e espumantes também entram no jogo

Nos vinhos, a situação não é diferente. O tradicional Concha y Toro Reservado (750 ml), presença certa na mesa de muitos mineiros, pode custar de R$ 23,98 a R$ 39,89 — uma diferença de 66%.

Entre os espumantes, símbolo clássico da virada, o Chandon Brut apresentou variação de 30%, enquanto o luxuoso Moët Chandon Brut oscilou de R$ 569,90 a R$ 721,98, diferença suficiente para comprar outras bebidas ou até parte da ceia.

Nem a cerveja escapa

Mesmo as cervejas, vistas como opção mais popular, registraram variações significativas. A Bohemia (473 ml) lidera entre as marcas analisadas, com 26% de diferença. Amstel, Original e Brahma também apresentaram oscilações acima de 20%.

A exceção foi a Heineken, que mostrou maior estabilidade, com variação de 9% — ainda assim, suficiente para impactar compras em maior quantidade.

Especialista alerta para consumo por impulso

Especialistas em defesa do consumidor afirmam que o período de festas de fim de ano é marcado por aumentos oportunistas, impulsionados pela alta demanda e pela pressa de quem deixa as compras para a última hora. Segundo Felicino Abreu, administrador e pesquisador do site Mercado Mineiro, os dados da pesquisa evidenciam um comportamento recorrente do mercado.

“Em datas comemorativas, muitos estabelecimentos apostam no consumo por impulso. O mesmo produto pode ter diferenças muito grandes de preço, e quem não pesquisa acaba pagando mais caro sem necessidade”, afirma Abreu. Ele reforça que a comparação de preços é fundamental para evitar gastos excessivos e começar o ano sem comprometer o orçamento familiar.

Alerta final ao consumidor

Com variações tão expressivas, o brinde da virada pode sair muito mais caro do que o planejado. A recomendação é clara: pesquisar preços, comparar estabelecimentos e desconfiar de valores muito acima da média. Em tempos de orçamento apertado, informação e planejamento continuam sendo os melhores aliados do consumidor.

Resumo das maiores variações

Alerta final ao consumidor

Com preços tão discrepantes, o brinde da virada pode custar muito mais do que o esperado. A recomendação é clara: pesquisar, comparar e desconfiar de valores fora da média. Afinal, celebrar o Ano-Novo não deveria significar começar janeiro no vermelho.

Exit mobile version