Rompimento entre Valério e empresa do Espírito Santo deve parar na Justiça
Fim de contrato entre a empresa de Giselly de Marchi e o Valério do vice-presidente de Futebol Nanaldo deve ter desfecho na Justiça
O rompimento entre a empresa Planet Soccer, do Espírito Santo, e o Valeriodoce deve ganhar caminhos judiciais. O contrato estipula multa de 20% sobre o valor total do acordo a ser paga pela parte que descumprisse alguma cláusula do documento. O problema é que as duas partes argumentam que foi a outra que não cumpriu. Nessa divergência, a decisão deve mesmo sair na esfera judiciária.
Na segunda cláusula do contrato, ficou firmado entre as partes que a empresa repassaria, mensalmente, R$ 50 mil ao Valério. Como o acordo era de cinco meses, estipula-se que a parceria estivesse orçada em R$ 250 mil. Dessa forma, a multa estipulada de 20% seria quantificada em R$ 50 mil. Mas a empresa quer mais e ameaça até acionar a Justiça para que o Valério não consiga disputar a Terceira Divisão do Campeonato Mineiro. O vice-presidente de Futebol do clube, Reginaldo Sá (Nanaldo), no entanto, se mostra tranquilo e desacreditado nessa possibilidade.
A gestora da Planet Soccer, Giselly de Marchi Borges, esposa do treinador demitido Vito Capucho, afirma que a diretoria do Dragão descumpriu a cláusula quinta do contrato, em que Valerio cede à empresa o Departamento de Futebol do clube. “Ao nos dar total poder no Departamento de Futebol, eles não têm como intrometer, nem opinar de forma alguma. Então, essa cláusula, extremamente importante, foi quebrada. Colocaram jogadores extras aqui, que eles queriam que já chegassem de contrato assinado, sendo que isso não acontece em lugar nenhum, muito menos aqui”, afirmou.
Giselly ainda disse que vai tentar na Justiça algum meio que impossibilite o Valério de participar da Terceira Divisão do Campeonato Mineiro. “É isso que nós já estamos averiguando. O documento já está em mãos e o nosso Departamento Jurídico já estuda todas as cláusulas e todos os meios possíveis de estar embargando isso”, ameaça. O treinador Vito Capucho, demitido após uma semana de trabalho, também comentou o caso: “Apesar de ser valeriano, eu vou tentar buscar uma situação para que possa haver punição às pessoas responsáveis por esse ato impensado”.
A diretoria do Valério, representada pelo vice-presidente de Futebol, Nanaldo, mostra-se tranquila. O cartola argumenta que a empresa não cumpriu a cláusula (terceira do contrato) que determinava a contratação de 25 jogadores. Para ele, havia “embromação” por parte dos representantes da Planet Soccer. “Nós tomamos uma decisão em respeito às pessoas que estão aqui dentro, em respeito ao torcedor valeriano. Nós não vamos compactuar com uma coisa que nós não acordamos. Eles podem até querer agir de má fé, mas justiça existe para os dois lados. Se o Valério for à justiça, pode ter certeza, que será muito pior para eles”, advertiu o diretor.
“Nós estamos atentos. O Jurídico nosso vai estar empenhado, e a gente (diretoria) acompanhando de perto. Vamos acompanhar de perto as ações dessa empresa que não cumpriu o prometido e que achamos que seria um problemão continuar”, finalizou Nanaldo.