Samarco pretende fazer novos investimentos em Minas, diz jornal
Apesar da informação adiantada pelo Diário do Comércio, Samarco não confirma novos investimentos além do P4P
A Samarco Mineração, empresa que tem operações em Mariana/Ouro Preto, deve fazer novos investimentos. A boa notícia foi divulgada pelo jornal Diário do Comércio no último sábado, 26 de janeiro. Segundo a reportagem, a mineradora já estaria avaliando um novo aporte para ampliar sua produção com o foco no mercado asiático, especialmente a China.
Esse novo investimento seria colocado em prática antes mesmo da conclusão do Projeto Quarta Pelotização (P4P), orçado R$ 5,4 bilhões que inclui uma série de atividades em Minas Gerais (Germano, Mariana/Ouro Preto) e Espírito Santo (Ubu).
A nova expansão não incluiria outro mineroduto – o P4P já prevê a construção de um, que usará, inclusive, água de Santa Bárbara, o que tem gerado protestos por parte de instituições locais. Por outro lado, o projeto pode contemplar a ampliação da capacidade do porto próprio da empresa no litoral capixaba, de onde a Samarco embarca minério de ferro em pelotas para países da Ásia, Europa, Norte da África, Oriente Médio e Américas.
A construção de outro mineroduto seria desnecessária porque, após concluído o P4P, a Samarco terá condições de produzir 33,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano no complexo de Germano, ao passo que a capacidade total de transporte da polpa de minério pelos dutos será de 44 milhões de toneladas anuais. Ou seja, quais 10 milhões a mais.
O novo projeto, então, seria: a ampliação da capacidade de processamento e concentração de minério no complexo de Germano, uma nova pelotizadora em Anchieta (ES) e ainda melhorias no porto de Ubu. Procurada pela reportagem do jornal, a empresa afirmou apenas que as atenções, por enquanto, estão centradas no P4P.
13 mil empregos
O megaprojeto da Samarco, denominado Quarta Pelotização, vai elevar a capacidade produtiva da mineradora em 37% a partir de 2014. O projeto começou a sair do papel em maio de 2011 e vai empregar, no pico das obras, 13.000 pessoas, de acordo com a empresa.
Os investimentos são volumosos: R$ 5,4 bilhões. Deste montante, R$ 1,85 bilhão são aplicados nas obras do terceiro concentrador, em Germano (Mariana/Ouro Preto), R$1,6 bilhão no terceiro mineroduto (entre Minas e Espírito Santo); e R$1,95 bilhão na quarta usina de pelotização, no Espírito Santo.
Só em Germano, quase 5.000 pessoas trabalham na obra atualmente, das quais cerca de 50% são residentes dos municípios da chamada Área de Influência Direta (AID): Ouro Preto, Mariana, Santa Bárbara e Catas Altas. Como o projeto ainda não chegou a seu estágio de maior movimento, a procura por mão de obra continua. Se outros projetos vierem por aí, a geração de emprego será ainda maior.