Savassi, Centro e Floresta lideram concentração de blocos no Carnaval de BH

Mapeamento indica distribuição desigual dos desfiles, mas programação se espalha por regionais com apoio a ações descentralizadas

Savassi, Centro e Floresta lideram concentração de blocos no Carnaval de BH
Foto: Reprodução/Patrick Arley

O bairro Savassi, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, concentra o maior número de blocos no Carnaval de 2026. Ao todo, são 32 cortejos previstos nos dias oficiais da folia. Em seguida aparece o Centro, com 29 blocos, e o Floresta, também na Centro-Sul, com 25 desfiles. Juntos, os três bairros reúnem a maior parte da programação de rua neste início de fevereiro.

Na sequência do ranking estão Santa Tereza, na regional Leste, com 24 blocos, e Concórdia, na regional Nordeste, com 15. Somados, os cinco bairros concentram mais de 120 cortejos, indicando forte presença do Carnaval em áreas centrais e de tradição histórica da festa.

Outros territórios também aparecem no mapa da folia, ainda que com menor volume. Calafate, Castelo, Esplanada e Santo Agostinho contam com oito blocos cada. Já Cruzeiro, Padre Eustáquio e São José registram sete desfiles em cada bairro, ampliando as opções para foliões fora do eixo central.

O Carnaval de Belo Horizonte ocorre oficialmente entre 31 de janeiro e 22 de fevereiro, período em que também estão previstos desfiles de escolas de samba, blocos caricatos e apresentações artísticas. Paralelamente aos cortejos de rua, equipamentos culturais espalhados pela cidade recebem atividades como ensaios, bailes, oficinas e mostras audiovisuais, reforçando a ocupação de diferentes territórios.

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, a política cultural para o Carnaval inclui ações de fomento e uso de espaços públicos em todas as regionais. Editais do Fundo Municipal de Cultura e programas de incentivo têm sido utilizados para apoiar projetos ligados à música, ao patrimônio e à produção dos blocos, além de atividades formativas e comunitárias.

Embora a concentração de blocos permaneça maior em bairros tradicionais, a programação indica expansão gradual para outras áreas da cidade, com agendas em centros culturais, museus e teatros. A leitura do mapa de desfiles aponta tanto a força histórica de certos territórios quanto os desafios de ampliar, de forma equilibrada, a presença do Carnaval em toda Belo Horizonte.