Secretaria de Obras conserta crateras que abriram na Vila Paciência em Itabira

Operários começaram os trabalhos nesta segunda-feira

Secretaria de Obras conserta crateras que abriram na Vila Paciência em Itabira
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No sábado, 12 de março, na Vila Paciência, em Itabira, um caminhão da Prisma Edificações e Engenharia, que presta serviços para a Vale na demolição de casas, ficou preso no afundamento de bloquetes da rua J. Enquanto passava na rua, de acordo com informações de moradores, a roda dianteira esquerda ficou presa numa cratera que aumentava cada vez mais.
 
Alguns moradores afirmaram que a causa teria sido entupimento de bueiro, causado por enxurrada vinda de terrenos da Vale e da Belmont, logo acima. A certeza se consumou nesta segunda-feira, quando uma equipe de trabalho, enviada pelo secretário de Obras, João Mário de Brito, começou a consertar os estragos. Estiveram no local, no sábado, também, além do secretário, pessoal da Transita, que interditou a rua, da Defesa Civil, que avaliou os estragos, da Polícia Militar, que registrou Boletim de Ocorrência e o próprio prefeito João Izael Querino Coelho, que ficou preocupado com a denúncia feita pelo site DeFato Online.
 
À tarde desta segunda-feira, mesmo com algumas pancadas de chuva, o pessoal enviado pela Secretaria de Obras estava agilizando os reparos, com auxílio de retro de escavadeira e caminhões.
 
VILA PACIÊNCIA
 
A Vila Paciência passa por fase de semi-destruição, a exemplo do que já ocorreu com as extintas vilas Sagrado Coração de Jesus, Conceição de Cima e Vila Paciência de Cima. Em janeiro de 2008, a Vale iniciou um processo de livre negociação com moradores locais para aquisição de imóveis localizados em área delimitada próxima às operações da empresa. O objetivo seria adquirir cerca de 200 casas para demolição. “O problema é que o processo está demorando demais, o panorama da vila parece de um momento pós-guerra”, afirmou o morador Celino Soares. As residências da outra parte da avenida France de Paula Andrade não estão incluídas nos planos da empresa. Por causa disso, seus proprietários ameaçaram entrar na Justiça. Tudo o que hoje ocorre no bairro “é debitado aos transtornos que o processo de demolição está acarretando”, afirmou um morador.a
 
Moradores da Vila Paciência só acreditam que haverá justiça caso a Vale resolva indenizar todo o pessoal da região, mas a empresa descarta essa possibilidade. O grupo que se organizava para acionar a Justiça queria exatamente isso e nele se inclui o pessoal residente na parte de baixo, não incluída nos planos da Vale para compra dos imóveis.