Seminário em Itabira debate saúde mental, cuidado humanizado e atendimento a pacientes em crise

Durante o seminário, também foram apresentados dados sobre internações e atendimentos realizados no município

Seminário em Itabira debate saúde mental, cuidado humanizado e atendimento a pacientes em crise
Foto: Galvani Silva/DeFato
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Profissionais da saúde, especialistas e representantes de municípios da região participaram, nesta terça-feira (26), de um seminário voltado à reflexão sobre o cuidado em saúde mental que aconteceu na sede da Secretaria de Meio Ambiente e Proteção Animal, em Itabira. O encontro discutiu estratégias de acolhimento, atendimento em crises e funcionamento da rede municipal de assistência, que também atende moradores de outras 13 cidades vizinhas.

A proposta do evento foi ampliar o debate sobre o tratamento humanizado de pacientes com transtornos mentais e usuários de álcool e outras drogas, reforçando a importância de uma atuação integrada entre os serviços de saúde.

Entre os palestrantes esteve o psicólogo e supervisor da saúde mental do município de Brumadinho, Rodrigo Simas, que abordou o tema da redução de danos. A estratégia, reconhecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), busca oferecer cuidado e acompanhamento aos usuários de substâncias, mesmo quando a abstinência não é possível de imediato. “É reconhecer esse usuário como um sujeito que também precisa de cuidado”, destacou.

A médica psiquiatra Dra. Fernanda também participou do seminário e falou sobre o atendimento ao paciente em crise, apresentando orientações voltadas aos profissionais da rede para lidar com situações de adoecimento mental intenso de forma mais acolhedora e eficiente.

Outro destaque do encontro foi a palestra do psicólogo Rodrigo Chaves Nogueira, coordenador do Serviço de Saúde Mental de Brumadinho, que trouxe experiências relacionadas aos leitos de saúde mental em hospitais gerais. Segundo ele, o modelo é uma alternativa importante para municípios que ainda não possuem CAPS 24 horas.

Realidade em Itabira 

Em Itabira, atualmente, existem seis leitos de retaguarda destinados a pacientes em crise, utilizados quando o atendimento do CAPS não consegue suprir a demanda ou quando o quadro exige acompanhamento hospitalar.

Rodrigo Chaves explicou que a estratégia tem ajudado a evitar internações em hospitais psiquiátricos tradicionais, fortalecendo um cuidado mais próximo da família e da comunidade. “É uma forma de humanizar o tratamento. O paciente participa da construção do seu projeto terapêutico e a família também faz parte desse processo”, afirmou.

Durante o seminário, também foram apresentados dados sobre internações e atendimentos realizados no município. A enfermeira Magda, que atua como referência no Hospital Nossa Senhora das Dores e no pronto-socorro, trouxe informações sobre o fluxo de pacientes que chegam à rede e os encaminhamentos para os leitos de retaguarda.