Servidores municipais de Itabira aprovam “Dia D” de paralisação e cobram resposta da prefeitura sobre negociação
Ainda no encontro de hoje, os trabalhadores aprovaram o modelo de “assembleia permanente”

Em uma nova assembleia realizada nesta quinta-feira (28), em frente à Prefeitura Municipal de Itabira, servidores públicos aprovaram, por meio de votação, a realização de um “Dia D” do movimento grevista, que promoverá uma paralisação geral de atividades em diversos setores do Executivo itabirano — mas a data dessa ação ainda será definida.
De acordo com Auro Gonzaga, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), a adesão à greve está em crescimento. Inclusive, grupos de servidores têm percorrido escolas e unidades do Programa de Saúde da Família (PSFs) para mobilizar os colegas e esclarecer dúvidas, principalmente de cunho jurídico.

Esse aconselhamento jurídico foi obtido junto a advogados da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e as ações de mobilização da categoria são apontadas como fundamental para aumentar a adesão ao movimento.
Em relação às negociações com a Prefeitura de Itabira, Auro Gonzaga destaca que tem tentado reabrir o diálogo, mas que ainda não teve retorno da administração municipal. “Um dos principais objetivos do movimento é justamente forçar a reabertura do diálogo com o Executivo municipal”, afirma. “O sindicato e os servidores só querem dialogar com a prefeitura”, complementa.
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Ainda no encontro de hoje, os servidores aprovaram o modelo de “assembleia permanente”. Isso significa que a assembleia iniciada nesta quinta-feira só será considerada encerrada ao final do movimento grevista, com novas reuniões da categoria podendo acontecer a qualquer momento sem a necessidade de editais de convocação, facilitando a deliberação sobre questões relacionadas à paralisação.
Greve dos servidores
A greve dos servidores públicos municipais de Itabira começou na segunda-feira (25). Aprovada em assembleia na última quarta-feira (20), a paralisação foi deflagrada em protesto contra as mudanças em benefícios e a falta de negociação com a administração municipal.
O movimento grevista foi motivado principalmente por duas medidas adotadas recentemente pelo governo municipal: a mudança no benefício do cartão-alimentação, que passou a ser concedido com base em faixas salariais, e o aumento do desconto para custeio do plano de saúde, que subiu de 3% para 4% do salário. De acordo com os servidores, essas medidas representam perdas para a categoria.
Mas a pauta de reivindicações é mais ampla. Além da manutenção do cartão-alimentação para todos os servidores e a garantia do subsídio que impeça o aumento no plano de saúde, também é solicitada a reabertura da negociação do acordo coletivo de trabalho, que, para o funcionalismo público, não foi fechada, assim como outras exigências.




