Servidores terão mais uma semana para tentar novas negociações
Conversa entre Diguerê e Priscila Miranda rendeu mais uma semana ao sindicato antes da votação do projeto de reajuste aos servidores

Um acordo entre o líder do governo na Câmara de Itabira, Rodrigo Diguerê (PV), e a oposição, nessa terça-feira, 10 de março, garantiu que os projetos que tratam dos reajustes de salário e do cartão alimentação dos servidores públicos não entrassem em pauta para votação mais uma vez. Agora, o sindicato da categoria quer aproveitar para ter outro encontro de negociação com a Prefeitura.
A oposição tinha uma estratégia para que o projeto não entrasse em votação. Eles pediriam vista a um veto do prefeito do Damon Lázaro de Sena (PV) e assim trancariam a pauta da reunião ordinária. Geraldo Torrinha (PDT) aproveitou o veto ao projeto de punição a proprietários de animais soltos para colocar o plano em ação.
O pedetista pediu vista ao veto, mas não foi suficiente. O presidente da Casa, Solimar Silva (SD), anunciou que de acordo com o regimento interno, a pauta só é trancada completamente se não houver projetos em regime de urgência, que é o caso das matérias que tratam dos reajustes dos servidores. Assim, os dois textos teriam que ser votados.
Foi aí que o líder do governo pediu vista aos dois projetos, trancando a pauta e encerrando a reunião. Segundo Diguerê, a medida foi de sua responsabilidade, para demonstrar que todos os vereadores, inclusive ele, estão a favor dos servidores. “Havia um acordo para trancar a pauta. Como a oposição não conseguiu, eu trouxe a responsabilidade para mim”, disse o pevista.
Apesar de ter concordado com o acordo, Diguerê avisou que será a última vez que o projeto entra na pauta e não vai à votação. “De semana que vem não passa”, disse. O líder do governo também reafirmou que a Prefeitura não vai oferecer mais do que os 6,23% de reajuste salarial. “O que pode melhorar são as questões sociais. Parece que eles (servidores) querem melhorar o cartão alimentação”, comentou.
De fato, a intenção da categoria é ter melhoria no cartão alimentação. Até o momento, a Prefeitura ofereceu que o benefício chegue a R$ 192. O sindicato quer mais. Para isso, a presidente da entidade, Priscila Miranda, espera conversar diretamente com o prefeito Damon. “Com o Gomes (secretário de Governo) já conversamos. Estamos esperando uma agenda do Damon”, disse a líder sindical.