Sevor e Associação Médica de João Monlevade criam projeto pioneiro de capacitação de voluntários
Núcleo de Educação em Urgências capacitará os 73 socorristas durante dois anos
O Serviço Voluntário de Resgate (Sevor) e a Associação Médica de João Monlevade (AMJM) criaram um projeto pioneiro para a capacitação dos voluntários. Denominado de Núcleo de Educação em Urgências (NEU), a iniciativa consiste em aulas teóricas e práticas ministradas por médicos de Monlevade aos socorristas. A aula inaugural será dia 31 de agosto, na sede da entidade.
Segundo o presidente do Sevor, Renato Carvalho, o projeto vem sendo elaborado há quatro meses. “Nossos voluntários terão essa capacitação durante dois anos. Serão ministradas aulas teóricas e práticas pelos médicos, com prova inclusive. Nosso objetivo é passar a cada um técnicas para diferentes salvamentos”, informou. Para isso, médicos de diferentes especialidades ministrarão o curso. “Teremos aula por exemplo com médico psiquiatra sobre como abordar e salvar uma vítima de surto psicótico. Teremos aula também com médico especialista em traumas. Serão 17 médicos nos auxiliando”, explicou o voluntário.
A capacitação tem embasamento em lei federal. Conforme a Portaria 2048, o atendimento pré-hospitalar móvel, como as urgências e emergências não são especialidade médica ou de enfermagem e nos cursos de graduação a atenção dada a esta área é insuficiente. Por isso, os profissionais que atuam no atendimento pré-hospitalar móvel devem ser capacitados por meio do Núcleo de Educação em Urgências.
Pioneirismo em prol da população
Todo o trabalho do Núcleo de Educação em Urgências será feito em consonância com os bombeiros civis. Além disso, o projeto é chancelado pela Secretaria Municipal de Educação e validado pela Secretaria Municipal de Saúde. “Nossa intenção é fazer desta proposta um projeto piloto para ser implantado em outros grupos de resgate em Minas Gerais e no Brasil”, destacou o presidente do Sevor. Para tanto, a Associação Médica de João Monlevade apresentará a proposta à classe médica estadual e federal.
Outro ponto importante é que a capacitação dos integrantes do Serviço Voluntário de Resgate não terá custo para nenhuma das partes envolvidas no projeto. “E quem ganha é a população, pois poderemos prestar um serviço com mais qualidade e eficiência”, opinou Renato Carvalho.




