Sindicato protesta em frente à Prefeitura; secretário diz que entidade não prestou contas
Depois de irem ao Executivo, os servidores seguiram em passeata até a Câmara
Servidores públicos de Itabira realizaram uma manifestação em frente ao prédio da Prefeitura na tarde dessa terça-feira, 30 de junho. O movimento foi encabeçado pelo Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi) e teve como propósito reivindicar itens do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A presidente do sindicato, Priscila Miranda, e outros servidores, foram até a Seção de Protocolo registrar as reivindicações feitas pela entidade sindical. Entre elas estão problemas com cartão-alimentação, corte do convênio odontológico do sindicato, piso dos agentes, que, segundo ela, não foi repassado, e revisão da carga horária de profissionais da Saúde.
Os manifestantes fizeram também uma passeata até à Câmara Municipal. A sindicalista afirmou que alguns vereadores foram procurados várias vezes no decorrer do ano para apoiar a causa. “A gente está tentando reabrir negociação com a Prefeitura e dar prosseguimento às melhorias que estávamos buscando”, disse.
O sindicato foi também ao Ministério Público denunciar, conforme Priscila, práticas antissindicais, descumprimento de acordo coletivo e de leis municipais e federal. A diretora da Federação Estadual Única, Democrática dos Sindicatos de Servidores de Minas Gerais (Feserp), Maria Helena Fonseca, e o procurador jurídico Carlos Eduardo Gonçalves participaram do movimento.
Prefeitura
O secretário municipal de Governo, Ermiton Machado Gomes, enviou nota à imprensa afirmando que o governo nunca se negou a dialogar com o Sintsepmi. Segundo ele, a Prefeitura sempre esteve de portas abertas para os membros do sindicato e para os servidores.
O secretário afirmou ainda que o governo apenas não concorda com a forma distorcida e tendenciosa usada pela presidente Priscila Miranda Xavier ao divulgar questões referentes ao acordo coletivo. “O teto que estabelece o direito ao cartão-alimentação, por exemplo, foi amplamente discutido e aceito por ela e mais: o projeto ficou na Câmara Municipal por cerca de 30 dias antes de ser votado e em momento algum a presidente do sindicato questionou os termos encaminhados à Casa Legislativa”, disse.
Outro ponto é sobre o convênio odontológico, que legalmente não pode ser renovado até que o Sintsepmi apresente as devidas prestações de contas pendentes (certidão positiva na galeria). “Os prejuízos sofridos pela categoria têm sido causados pela própria presidência do sindicato, por ineficiência e erros primários, porém graves”, declarou o secretário.