Síndrome nefroneural: Polícia Civil retoma perícias na cervejaria Backer
Cinco mortes podem estar relacionadas ao consumo de cerveja da marca Backer
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) retomou, nessa terça-feira (10), os trabalhos periciais na cervejaria Backer, investigada no caso de contaminação por mono/dietilenoglicol de, pelo menos, 38 pessoas, no estado. Também foram ouvidas duas vítimas, na 4ª Delegacia de Polícia Civil Barreiro. Cerca de 50 pessoas já prestaram informações no inquérito policial que investiga a síndrome nefroneural.
Ainda não há previsão para o término dos trabalhos periciais no estabelecimento, mas a conclusão será feita o mais breve possível, sem prejudicar a qualidade técnica. Os peritos do Instituto de Criminalística analisam tanques de armazenamento de cerveja. Paralelamente, as perícias médicas nos pacientes sobreviventes estão em ritmo acelerado.
A Backer nega que usa o dietilenoglicol no processo de fabricação. Ele foi encontrado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em um tanque de fermentação e na água usada pela cervejaria. As análises realizadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária constataram 32 lotes contaminados.
Diante do risco iminente à saúde pública, o Mapa definiu em reunião com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a interdição das marcas de cerveja Backer com data de validade igual ou posterior a agosto de 2020.




