Sob o temor da paralisação das minas de Itabira, movimento faz nova manifestação

Anúncio de um diretor da Vale na semana passada, de que algumas minas de maior custo poderiam ser paralisadas, deixou entidade em alerta

Sob o temor da paralisação das minas de Itabira, movimento faz nova manifestação
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O movimento “Reage Itabira”, encabeçado pelo Sindicato Metabase de Itabira e Região, realizou, durante três horas, uma manifestação na entrada da Mina de Cauê, na manhã desta quinta-feira, 7 de maio. A entidade parou os trabalhadores por volta das 5h, para falar do cenário preocupante por causa das demissões de funcionários diretos e terceirizados da Vale. A possibilidade de paralisação das atividades em Itabira também assombra os líderes sindicais.

A entidade ficou em alerta depois que um diretor da Vale, na semana passada, disse que algumas minas de maior custo poderiam ser paralisadas. De acordo com Paulo Soares, presidente do Sindicato, a própria mineradora já afirmou, em diversas ocasiões, que as minas de Cauê e Conceição, em Itabira, possuem alto custo para beneficiamento do minério de ferro.

O que tem preocupado a entidade é o “silêncio da Vale até o momento, que só serve para confirmar a questão da paralisação”. Paulo disse que a sociedade quer explicações sobre a onda de demissões dos últimos meses. Segundo ele, a mineradora ficou 15 dias sem despedir trabalhadores, com a estratégia de esvaziar o movimento. Porém, nessa segunda-feira, 4, as dispensas iniciaram novamente. “Mais de 40 trabalhadores foram demitidos desde segunda, fora os terceirizados. Sempre tenho procurado o diálogo com a Vale. Que a Vale dê explicações, não ao sindicato, mas à sociedade de Itabira, à comunidade de Itabira”, pediu.

A manifestação de hoje, conforme o sindicalista, tem o objetivo de provocar a Vale a se manifestar sobre o assunto. “O que nós vamos fazer com os 4,2 mil trabalhadores diretos das minas aqui? O que vamos fazer com os 7 mil terceirizados que trabalham aqui?”, questionou. Ele lembrou que no ano passado a mineradora produziu 36 milhões de toneladas de minério de ferro. O lucro foi de R$ 1, 3 bilhões em 2014.

De acordo com o sindicalista, as manifestações continuarão com mais intensidade, até que a empresa pare as demissões e dê esclarecimentos. O “Reage Itabira” prepara um grande movimento para a próxima semana, na mina de Conceição e no Centro de Itabira.