Superliga em Itabira será uma oportunidade de concretização do esporte, afirma Talmo
Talmo Oliveira: “Nunca deixei minhas raízes”
O técnico da Sada/Cruzeiro, Talmo Oliveira, afirmou, em entrevista a DeFatoOnline nesta terça-feira, que a realização dos jogos da Superliga de Vôlei em Itabira é uma possibilidade de abertura para outros esportes na cidade, além de concretização do vôlei. Ele disse que tem orgulho de ser itabirano e de conseguir trazer a competição mais uma vez para a terra natal – a primeira foi em 1994 – que é considerada a mais importante do país. Confira a entrevista.
De quem foi a iniciativa de trazer os jogos da Superliga para Itabira?
Na realidade, a primeira Superliga que teve em Itabira foi em 1994, através de uma parceria entre Valério do Bretas, da qual também participei. Dessa vez, também foi uma parceria. A Sada tem empresas aqui dentro de Itabira, como a Deva a Karma Motos, que são do grupo Sada. Então, para viabilizar os jogos, a Prefeitura se colocou a disposição, por meio do prefeito João; o Lado, como secretário de Esportes, também deu o maior apoio. Todos se uniram para a viabilização do evento.
Foi feita uma reestruturação no ginásio, a iluminação foi trocada o piso nós trouxemos. Então deu uma nova cara ao ginásio. Acho que é importante para o esporte itabirano que sai ganhando muito com isso. Eu senti uma alegria muito grande em ter contribuído para a vinda da Superliga para Itabira por duas vezes. Espero que agora seja duradoura, que a gente consiga produzir muitos frutos.
O que você espera da torcida?
Acho que toda torcida apoia o time da casa. Hoje somos um time de Itabira, vamos entrar com apoio da torcida e esperamos que ela nos prestigie muito. Espero também que possamos fazer um bom jogo, pois será muito importante para o decorrer do campeonato.
Com essa estrutura que foi montada para receber os jogos, é possível que Itabira receba outros jogos de tamanha importância?
Eu acredito que para você ter um evento de alto nível, de organização mais complexa, é preciso uma boa estrutura, que vai facilitar as coisas. Acho que um jogo deste nível – a principal competição do Voleibol brasileiro – acontecer aqui dentro de Itabira, com certeza vai abrir um leque maior para de outros esportes e solidificar ainda mais o Voleibol como um esporte que já tem tradição na cidade. E uma alegria muito grande se conseguirmos a vitória amanhã.
Como anda o projeto da escola Talminho?
Quando fui para Betim, esse projeto estava no Ministério dos Esportes. Nós conseguimos uma verba para um trabalho de um ano. A Oi é a patrocinadora. Mas o Ministério ainda não liberou a verba. Já tem um ano e um mês e ainda não conseguimos por questões burocráticas. Assim que for liberado esse fundo que está lá, é nosso, é de Itabira, vamos atender 320 crianças com esporte, teatro, música e dança.
Como é o sentimento de realizar um evento e um projeto como estes na cidade onde você cresceu?
Nunca deixei minhas raízes. Continuo com minha família aqui, tenho minhas coisas aqui, nunca perdemos essa raiz. Itabira está em meu coração e trazer esse projeto pra cá é retribuir tudo que eu vivi, minha infância que foi muito rica dentro de Itabira. Então o que posse fazer e retribuir a essa população e proporcionar a outros jovens esperança de um futuro melhor, que tenham mais dignidade, que sejam cidadãos pensando no próximo. Acho que é isso que a gente leva pra vida.