Superlotação, atrasos, itinerários: Conselho discute problemas do transporte coletivo
João Miguel (d) intercedeu em favor dos bairros Santa Marta e Praia. Albino disse que é preciso avaliar
Os problemas recorrentes do transporte coletivo em Itabira foram pautados na última reunião do Conselho Municipal de Transportes e Trânsito, realizada na semana passada. Superlotação, atrasos, abrigos em precário estado de conversação e linhas insuficientes em determinados bairros foram algumas questões discutidas.
Durante a apresentação de seu plano de trabalho, o superintendente da Transita, Flávio Raimon, falou sobre uma auditoria que está sendo realizada na empresa, cujo resultado será divulgado em breve. O relatório servirá de base para a tomada de importantes decisões. Ainda de acordo com Flávio, o que há de concreto por enquanto é uma pesquisa de opinião realizada recentemente que indica as principais reclamações do usuário: veículos abarrotados, atrasos principalmente nos horários de pico, etc.
O representante da Cisne no conselho, Albino José Pinheiro, estava na reunião. Diante dele, Flávio ressaltou que a empresa é grande parceira da Transita e que ambos buscam alternativas para melhorar a prestação dos serviços.
O conselheiro João Miguel de Abreu aproveitou a oportunidade para interceder em favor de dois bairros em especial: Santa Marta e Praia. Segundo ele, a população desses bairros cresceu muito nos últimos anos – no caso do Santa Marta, destaque para os diversos condomínios residenciais do programa Minha Casa, Minha Vida – e as linhas de ônibus permaneceram inalteradas. João alertou para o risco de alguma ocorrência policial envolvendo funcionários da empresa e usuários.
Albino respondeu que é preciso esperar o resultado do trabalho de uma empresa contratada pela Transita para tomar qualquer decisão. O representante da Cisne afirmou ainda que não adianta, por exemplo, colocar mais ônibus nas ruas se o gargalo dos congestionamentos não for resolvido. “Em algumas avenidas, dá fila de ônibus”, disse ele. Albino informou que será necessário fazer um estudo dos itinerários, que são os mesmos desde 2003.