Trabalhadores da Cisne recusam proposta e ameaçam nova paralisação
Motoristas e cobradores recusaram, por unanimidade, a proposta de 8% de reajuste salarial oferecido pela Cisne
Por unanimidade, os trabalhadores da Transportes Cisne rejeitaram, na manhã desta quinta-feira, 4 de abril, os 8% de reajuste salarial oferecidos pela empresa e, ao mesmo tempo, aprovaram o envio de uma contraproposta de 9,8%. Numa segunda assembleia, marcada para o início desta noite, os trabalhadores confirmarão o envio, ou não, da contraproposta.
O percentual aprovado pelos trabalhadores da Cisne foi proposto pelo presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Minas Gerais (Fettrominas), José Theodoro Guimarães, numa reunião realizada em Belo Horizonte, na quarta-feira da semana passada (26 de março).
A proposta tinha como objetivo resolver o impasse entre o sindicato e a empresa, mas novamente não houve consenso e as duas partes pediram um prazo para consultar suas respectivas bases.
No início desta semana, a Cisne encaminhou um ofício ao sindicato – com data de 27 de março – propondo acrescentar mais 1,4% aos 6,6% de reajuste da proposta inicial, já incorporados ao salário de fevereiro. De acordo com a proposta, o índice de reajuste vale também para o ticket-alimentação.
Embora em pequeno número – pouco mais de 50 trabalhadores participaram da assembleia desta manhã – motoristas e agentes de bordo (cobradores) pressionaram o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Cáscio Francisco Cota, a colocar em votação uma nova paralisação da categoria. O sindicalista, entretanto, orientou que fosse votada a contraproposta.
Inicialmente, com um discurso inflamado, o próprio Cáscio Cota incitou os trabalhadores a recusarem o que ele chamou de “proposta de nada” e a votarem pela greve.
“Eu tentei conseguir os 9,8% para garantir pelo menos dois salários mínimos, o que não é nada, e eles (da Cisne) negaram. Se conseguíssemos manter estes dois salários, já seria um pequeno ganho, mas 8% não é nada. Se vocês quiserem parar, o sindicato está com vocês”, prometeu o sindicalista.
No início da noite, a partir de 18h30, os trabalhadores voltam a se reunir numa segunda assembleia na sede do Sindicato dos Rodoviários de Itabira (Sinttroita).