Tráfego em pontes provisórias será fechado por duas horas todos os dias
Primeira vistoria ocorreu ontem, com instrumentos que permitem verificar se há desgaste acima do tolerável
Segundo o major, a variação tolerável nas medidas é de até 10,3 centímetros. O resultado da checagem dessa terça-feira só será conhecido hoje, mas, segundo o oficial, a primeira avaliação indica que as pontes estão em bom estado de conservação. “Mesmo tendo uma fadiga grande das peças, nossa experiência em construção de pontes e estradas já mostra que a travessia está sendo feita de forma segura. Para exigir algum reforço ou redução ainda maior da capacidade de peso, seria preciso que a variação estivesse em níveis muito superiores a 10,3 centímetros”, explica.
Segundo ele, a decisão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) de reduzir o peso dos veículos que trafegam pelas pontes, de 60 para 45 toneladas, foi fundamental para garantir maios vida útil para as travessias. “Não descartaríamos a possibilidade de ser preciso fazer reforços na estrutura, caso o volume fosse mantido como antes. Em julho, quando fizemos a primeira manutenção, já constatamos alguns abalos e precisamos fazer troca de parafusos e outros ajustes. O desgaste é normal, porque as peças ficam em atrito constate, mas as pontes estavam submetidas a uma carga excessivamente pesada”, diz.
Fechamento
Para os testes dessa terça-feira, o trânsito na 381 precisou ser fechado pela Polícia Rodoviária Federal por cerca de 20 minutos em cada uma das mãos de direção. A primeira avaliação com uso do aparelho topográfico foi feita com a ponte vazia e depois com caminhões de cerca de 40 toneladas, nos dois sentidos da BR. Os fechamentos, que começaram por volta de 15h50, provocaram lentidão e filas de aproximadamente quatro quilômetros em cada pista.
O primeiro veículo a ser parado pela PRF foi o do caminhoneiro Moadir Teodorico da Silva, de 34 anos. O condutor, que seguia de Uberlândia, no Triângulo, com destino a Caratinga, na Zona da Mata, foi escolhido pelo Exército para o primeiro teste. “Estou carregado com 40 mil quilos e, apesar de meu caminhão ter seis eixos, só passei porque queriam um carro com esse peso aproximado. Caso contrário, teria que voltar pelo desvio de Ouro Preto, já que não tem balança para comprovar a peso da carga e do caminhão”, afirmou o motorista, satisfeito por evitar o aumento de tempo na viagem.