Tumbaitá reestreia com novidades neste sábado

Haverá novidades, como participações especiais, novos figurinos e coreografias

Tumbaitá reestreia com novidades neste sábado

O grupo itabirano Tumbaitá voltará aos palcos itabiranos após vários anos em reformulação. O grupo reestreia em grande estilo no próximo dia 30 de novembro, sábado, no teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), às 20h. Neste novo espetáculo, chamado “Zafenda”, haverá novidades, como participações especiais, novos figurinos e coreografias.

Os músicos convidados são os integrantes do grupo folclórico Cantos de Congo, criado em 2006. Dez integrantes se apresentarão com um repertório composto por cantigas de Folia de Reis, marujada e músicas de domínio público relacionadas ao congado. Outra participação especial será o Coral do Combem, que levará 12 integrantes, que cantarão um repertório exclusivamente formado de músicas de domínio público e sambas de roda.

A apresentação também terá recursos multimídia. Um vídeo-documentário será exibido ao longo de toda a apresentação e explicará a história das coreografias apresentadas no palco. Nesse vídeo, o senhor Antônio Beato, presidente da Associação de Marujeiros e Congadeiros de Itabira, narra sobre a importância de festejos como a Festa de Nossa Senhora do Rosário.

A reestreia

O espetáculo “Zafenda” traz no nome a herança da cultura itabirana. Originado da palavra “fazenda”, o nome foi inspirado na linguagem do macaco ou “guinlagem do camaco”. O dialeto, surgido nos primórdios da exploração mineral na cidade, é um reflexo da dificuldade que os operários locais tinham para se comunicar com os técnicos e burocratas estrangeiros. Como não entendiam a língua, criaram uma variação do português que tornou impossível a compreensão dos seus chefes.

Tumbaitá

Criado em 1996, pela Fundação Cultural, o Tumbaitá se formou originalmente por grupos autênticos de marujada. Desde sua criação, os integrantes buscam a preservação e difusão da manifestação cultural de base. Ao longo dos anos, vem promovendo, por meio de estudos e desenvolvimento de coreografias e espetáculos o fomento dos aspectos folclóricos e criativos das danças e músicas tradicionais em Itabira e região.

A palavra “Tumbaitá”, de origem africana e indígena, significa toque na pedra e é um neologismo criado para homenagear essas etnias de grande influência na formação da cultura tradicional brasileira. Reconhecido nacional e internacionalmente, o grupo já foi agraciado com a medalha Calmon Barreto, concedida pelo Governo do Estado de Minas Gerais, e com o prêmio “Cultura popular – Mestre Duda – 100 anos de frevo”, concedido pelo Ministério da Cultura.