Vereador cobra união em defesa da contratação de profissionais itabiranos
Tãozinho Leite lembrou, inclusive, um projeto de lei de sua autoria que obriga as empresas a contratarem profissionais da cidade
O desemprego em Itabira, puxado pela crise econômica nacional, dominou boa parte das discussões na reunião da Câmara Municipal nesta terça-feira, 11 de agosto. O assunto foi levantado pelo vereador Tãozinho Leite (PP), autor de um projeto que obriga qualquer empresa que venha atuar no município a contratar pelo menos 30% da mão de obra local. O projeto de lei 25/2015 foi apresentado no início deste ano, mas não entrou na pauta de votações devido a um parecer contrário do setor jurídico da Casa.
Tãozinho disse que, com ou sem lei, os poderes Legislativo e Executivo precisam reagir perante o desemprego. “Vários cidadãos ligam no meu telefone ou vão à minha casa pedindo emprego. Precisamos fazer alguma coisa”, afirmou o parlamentar, que enviou ao prefeito Damon Lázaro de Sena um ofício pedindo “posicionamento sobre o assunto”.
Os demais vereadores apoiaram a ideia. Disseram que é preciso, sim, buscar junto às empresas meios de priorizar a mão de obra local. Paulo Soares, que também preside o Sindicato Metabase, afirmou que há 20 anos não presenciava uma cena que o deixou de coração na mão nesta semana: uma pessoa bateu na sua porta pedindo comida.
Falando abertamente sobre a Vale, Soares lembrou que em outras cidades do Brasil onde a mineradora atua há condicionantes que obrigam certo percentual de contratação local. O mesmo pode ser feito em Itabira, na visão dele.
Solimar Silva (SD), presidente da Câmara, ressaltou que a Vale, no auge da implantação dos projetos de aproveitamento do itabirito compacto no município, contratou, de livre e espontânea vontade, 70% de mão de obra local. Apesar da opinião ponderada, Solimar apoiou, claro, a ideia do vereador. Afinal, muitas empresas, como a própria mineradora, têm como política corporativa priorizar funcionários das cidades onde atuam. O momento é que não está ajudando.