Viagens de luxo, festa multimilionária, coleção de aeronaves: a vida de Daniel Vorcaro, preso pela PF
Vorcaro tem 42 anos, nasceu em Belo Horizonte e é formado em Economia e MBA em Business/Managerial Economics pelo Ibmec
Preso pela Polícia Federal na segunda-feira (17), ao tentar deixar o país, o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, é alvo de uma operação que mira a venda de títulos de créditos falsos. Segundo investigações, sua instituição emitia Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) prometendo pagar aos clientes até 40% acima da taxa básica do mercado; um retorno falso.
Mineiro, Vorcaro levava uma vida de luxo, recheada de viagens internacionais com a namorada, dono de ao menos três aeronaves, uma delas com autonomia de voo de 12 mil km, e investimento milionário em festa, como a realizada em comemoração dos 15 anos de sua filha, em 2023, em uma mansão em Nova Lima, na Grande BH.
O evento teve atrações como o DJ Alok, Denis DJ e The Chainsmokers, dupla que já constou em lista dos DJs mais bem pagos do mundo.
Inusitado: moradores do condomínio onde a festa foi realizada receberam um comunicado informando que, caso o barulho os incomodasse, poderiam passar o fim de semana em hotel de luxo na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, com diárias de R$ 2.986.
Era com a aeronvave de longa autonomia que o banqueiro pretendia fugir do país, saindo do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, onde foi preso, para Malta, na Europa.
Todas as aeronaves estão em nome da Viking Participações Ltda, uma holding sediada na capital mineira que tem Vorcaro como sócio.
Vorcaro tem 42 anos, nasceu em Belo Horizonte e é formado em Economia e MBA em Business/Managerial Economics pelo Ibmec, e começou a ter destaque na mídia após o Banco Master, do qual era o controlador, firmar negócios vultosos como governo do Distrito Federal (GDF), por meio do Banco de Brasília (BRB).
Ele é também acionista da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Clube Atlético Mineiro, por meio do Galo forte Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia (FIP). A polícia investiga a origem desses cerca de R$ 300 milhões, por possível conexão com o PCC.
Na terça-feira (18), o Banco Central emitiu um comunicado decretando liquidação extrajudicial do Master e a indisponibilidade dos bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.
Segundo investigações da PF, Vorcaro teria emitido e negociado títulos de créditos falsos pelo Banco Master, criado papéis sem lastro ou com informações enganosas, cujos títulos eram apresentados como ativos legítimos, mas não tinham valor real, configurando crimes de gestão fraudulenta e falsidade documental.
O banco emitia CDBs (investimento de renda fixa em que o investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros em troca) com remunerações muito acima do padrão, com taxas “irresistíveis” para a captação rápida de recursos na tentativa de cobrir rombos operacionais.
A defesa de Vorcaro nega com veemência que ele estivesse fugindo do país, e que o seu destino era Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde iria se encontrar com parte dos compradores da sua instituição bancária.
*Fonte: G1




