Vito Capucho é demitido do comando do VEC
Cara de poucos amigos: Vito Capucho deixa o Valério após poucos dias no comando do clube
O ex-jogador Vito Capucho não é mais técnico do Valério. Divergências entre o treinador e a diretoria do Dragão ocasionaram a demissão do profissional. Na tarde desta terça-feira, 16 de julho, tanto o técnico quanto o vice-presidente de Futebol do clube, Reginaldo de Sá, o Nanaldo, apresentaram as suas versões para a quebra do contrato que incluía uma parceria com a empresa da mulher do treinador.
Quando se apresentou, no dia 8 de julho, o discurso do treinador era de confiança. Vito recordou o tempo em que jogou no Valério e afirmou que voltava para Itabira para fazer com o que o time subisse para o Módulo II. “Vim para subir”, declarou. Agora, oito dias depois, o tom mudou. Mal chegou e o técnico já vai sair. Exaltado e com cara de poucos amigos, Vito reclamou da forma como tudo aconteceu. Ele foi rebatido pela diretoria do Dragão.
A principal divergência está na contratação dos jogadores. A diretoria do Valério não agradou de atletas trazidos pelo treinador e também reclamou da lentidão para a chegada de outros reforços que eram prometidos pela empresa da esposa de Capucho, a Planet Soccer. Vito, por sua vez, se queixa que os diretores traziam jogadores sem precisar de testes e os que ele indicava necessitavam ser observados.
“Eu disse que até o dia 20 eu ia dar o time. Nós tínhamos uma parceria com a Planet Soccer e a empresa iria liberar dez jogadores de confiança agora, esta semana. Empresário hoje é um mal necessário. Então, essa empresa estava mandando jogadores”, afirmou o treinador. “O Valério me procurou, vendo que havia alguns jogadores de capacidade contestável, e me pediram a contratação de 14 jogadores. Só que os jogadores deles viriam com o contrato assinado e os meus tinham que ter teste”, completou.
O técnico recebeu uma mensagem de celular nessa segunda-feira, 15 de julho, do vice-presidente de futebol, Nanaldo, informando que a parceria estaria terminada. Ele também foi convocado a ir até a sede do clube. Quando chegou, recebeu a notícia de que estava demitido. “As contratações dos profissionais da comissão técnica e dos jogadores estavam ocorrendo todas certas. Custava esperar? Se a partir do dia 10 do mês que vem não desse certo, aí sim poderiam dizer alguma coisa”, reclamou Vito Capucho.
Outro lado
A diretoria do Valério afirma que o contrato foi desfeito por causa de promessas não cumpridas pela empresa. “No decorrer do início dos trabalhos algumas coisas que foram acordadas não aconteceram dentro do Valério. Nós já começamos os nossos trabalhos há mais de dez dias e ainda aguardamos a chegada de atletas de nível que têm condições de vestir a camisa do Valeriodoce. E eles sempre davam desculpas”, respondeu Nanaldo.
O vice-presidente de Futebol do VEC diz que o clube quis se antecipar a problemas futuros. “Desde quinta-feira passada mandaram atletas que não têm condições de vestir a camisa do Valério e os jogadores estão aí na concentração, à mercê da sorte, esperando recursos para irem embora. Nós sentimos que teríamos um agravante forte pela frente. Podem falar qualquer coisa da minha pessoa e do Luzardo (Drummond – presidente do VEC), mas desde quando nós entramos no Valério a população itabirana não acha um processo da nossa administração; não acha um título protestado; todos os atletas que jogaram com a gente foram pagos”, argumenta.
Segundo Nanaldo, ainda há 15 jogadores da empresa em Itabira, sendo que apenas quatro ou cinco devem prosseguir no time do Valério. O diretor comentou que o presidente Luzardo está viajando para formalizar parcerias que possam trazer atletas para o Dragão. Um novo treinador é estudado, mas também há a possibilidade de que Rogério Rodrigues, que veio como auxiliar de Vito Capucho, continue no comando da equipe. O treino desta terça-feira foi orientado por ele.