Zambelli aciona MPF por suposta interferência de Janja no caso Robinho
Segundo Lauro Jardim, de O Globo, a primeira-dama chegou a ligar para o relator do caso STJ, Francisco Falcão, para “pressioná-lo”
Sem perder tempo, ainda no domingo (31), a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) encaminhou ao Ministério Público Federal (MPF) solicitação de investigação da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, por supostamente interferir no julgamento do ex-jogador de futebol Robson de Souza, o Robinho, condenado por crime de estupro na Itália e cumprindo pena no Brasil.
“Entramos no MPF ontem com notícia crime e consequente requerimento de abertura de investigação contra Janja pela possibilidade dela ter incorrido nos crimes de coação no curso do processo e tráfico de influência, segundo denúncia veiculada pela imprensa”, disse na plataforma X.
Segundo Lauro Jardim, colunista de O Globo, na edição de domingo, a primeira-dama chegou a ligar para o relator do caso Robinho no Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Falcão, para “pressioná-lo”.
O magistrado votou para que Robinho cumprisse a pena no Brasil. “Caso não se homologue a transferência da execução da pena, a vítima terá sua dignidade novamente ultrajada, pois o criminoso ficará completamente impune”, afirmou ao anunciar seu voto.
A reportagem do Poder360 tentou contato com a assessoria de imprensa de Janja e com a Secretaria de Comunicação Social (Secom) para seu posicionamento, mas não conseguiu retorno às indagações.
Relembre o caso Robinho
Em 2017, Robinho sofreu condenação de nove anos de prisão em regime fechado por crime de estupro pela Justiça italiana, cometido quando ele atuava pelo Milan, um dos maiores times da Europa.
As investigações indicavam que o ex-jogador e mais cinco amigos, em 2013, teriam embriagado uma jovem albanesa de 23 anos, em uma boate de Milão, e praticado estupro coletivo.
O Tribunal de Apelação de Milão confirmou a condenação em 2020, mas Robinho utilizou de recurso para permanecer em liberdade e retornou ao Brasil. Em janeiro de 2022, a Corte de Cassação da Itália negou o recurso da defesa do ex-atleta, condenando-o a nove anos de prisão.
A decisão não cabia recurso, por ser o órgão máximo da Justiça daquele país, semelhante ao Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro.
Robinho foi preso no dia 21 de março depois de decisão do Superior Tribunal de Justiça no Brasil, emitida no dia anterior, sendo imediatamente recolhido ao presídio de Tremembé II, no interior paulista.




