O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou nesta segunda-feira (2) reajuste de 5,4% para os servidores estaduais. Ele divulgou a decisão em seu perfil na plataforma X.
Segundo o governador, o Estado enviará nos próximos dias os projetos de lei à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Os deputados precisam analisar e aprovar as propostas para que o reajuste entre em vigor.
Além disso, Zema afirmou que o percentual garante o pagamento do piso nacional do magistério definido pelo governo federal. Ele também ressaltou que, desde 2019, reorganizou as contas públicas e regularizou salários atrasados.
Greve começa no dia 4
O anúncio ocorre às vésperas da greve dos trabalhadores da rede estadual. Em assembleia realizada no pátio da ALMG, em Belo Horizonte, a categoria decidiu paralisar as atividades a partir do dia 4 de março.
O movimento reúne profissionais ligados ao Sind-UTE/MG. O sindicato aprovou greve por tempo indeterminado após considerar que as negociações não avançaram.
De acordo com a entidade, os trabalhadores acumulam perdas salariais desde 2019. Por isso, a categoria reivindica recomposição de 41,83%, índice que busca recuperar defasagens até 2025.
A coordenadora-geral do sindicato, Denise de Paula Romano, afirmou que a greve representa uma reação à desvalorização salarial. Segundo ela, os profissionais enfrentam aumento da carga de trabalho e redução de direitos.
Além da recomposição, os trabalhadores cobram valorização da carreira. Também pedem revisão de medidas que impactam a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e os Centros Estaduais de Educação Continuada (CESECs).
Paralisação segue mantida
Após o anúncio do reajuste de 5,4%, o sindicato informou que avaliaria a proposta. No entanto, até o momento, a paralisação continua mantida.
Uma nova assembleia está marcada para o dia 11 de março. Somente após essa reunião a categoria decidirá se mantém ou encerra a greve.
Enquanto isso, o debate também avança na ALMG. A Secretaria de Estado de Educação apresentou prioridades para 2026, como a expansão do ensino profissionalizante e o fortalecimento das escolas cívico-militares.
Dessa forma, o impasse entre governo e trabalhadores ocorre em meio a discussões sobre mudanças estruturais na rede estadual. A categoria cobra diálogo formal e avanço nas negociações.