Adolescentes usaram espada para decapitar e arrancar braços de itabirano morto em Valadares
A Polícia Militar de Governador Valadares confirmou que encontrou na manhã desta quarta-feira, 19 de setembro, uma espada que autores usaram para decapitar e arrancar os braços do itabirano Noé Rosa da Cruz, 48 anos. A cabeça da vítima também só foi encontrada nesta manhã, em duas sacolas, às margens de um aterro sanitário. Noé […]
A Polícia Militar de Governador Valadares confirmou que encontrou na manhã desta quarta-feira, 19 de setembro, uma espada que autores usaram para decapitar e arrancar os braços do itabirano Noé Rosa da Cruz, 48 anos. A cabeça da vítima também só foi encontrada nesta manhã, em duas sacolas, às margens de um aterro sanitário.
Noé foi morto no barracão em que morava, no bairro Palmeiras. Dois adolescentes, um de 15 e outro de 16 anos, primos, foram apontados por testemunhas como autores do crime. Eles foram apreendidos nessa terça-feira (18) e, segundo a PM, confessaram o assassinato. O mais novo, inclusive, foi quem apontou onde estava a cabeça da vítima e a espada usada para o esquartejamento. A arma foi jogada atrás de uma casa que pertence à mãe do jovem, no mesmo bairro onde o homicídio brutal foi praticado.
Ao portal Uai, a PM deu detalhes do crime. Um sargento contou à equipe do veículo de comunicação que o rapaz de 15 anos alega que cometeu o assassinato porque ele e a avó já foram ameaçados por Noé. Uma irmã do adolescente também disse que o itabirano já havia tentado matá-lo em outra ocasião. “Ele e o primo embebedaram a vítima e, da noite (de segunda) para a madrugada, estiveram na casa dele e cometeram o crime”, narrou o militar.
O sargento ainda informou ao site belo-horizontino que o adolescente disse ter esquartejado a vítima, enquanto o primo desferiu golpes de faca em Noé. No corpo da vítima havia um ferimento profundo na região torácica e, a princípio, a suspeita era de que os autores haviam arrancado o coração do homem. Segundo a PM, os envolvidos realmente tinham essa intenção, mas não chegaram a concluir o ato. A perícia informou que o órgão estava no lugar.

Ainda segundo relato da PM ao portal Uai, Noé morava sozinho e, aparentemente, a casa foi revirada. “A espada foi limpa. Havia marcas na casa deles caminhando com os pés sujos de sangue”, relatou o sargento. Na casa também foi achada uma faca de açougueiro quebrada e um pedaço de pau com marcas de sangue.
A Assessoria de Imprensa da Polícia Civil informou que, na delegacia, em conversa com o delegado, os dois adolescentes negaram o crime. Porém, apresentaram versões confusas sobre o fato. Os dois envolvidos foram ouvidos pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e entregues ao Poder Judiciário.