Jovem pianista itabirano impressiona e coleciona destaques em concursos nacionais
As brincadeiras com o teclado quando garoto deram espaço a acordes precisos e profissionais no piano do itabirano Gabriel Oliveira. O jovem que começou seus estudos no instrumento aos 10 anos é hoje, aos 22, destaque e vencedor de concursos nacionais. Recentemente, se apresentou em um dos principais palcos de concertos musicais do país, a […]

As brincadeiras com o teclado quando garoto deram espaço a acordes precisos e profissionais no piano do itabirano Gabriel Oliveira. O jovem que começou seus estudos no instrumento aos 10 anos é hoje, aos 22, destaque e vencedor de concursos nacionais. Recentemente, se apresentou em um dos principais palcos de concertos musicais do país, a Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro.
Incentivado pelos pais a sempre praticar esportes e desenvolver a arte por meio de desenhos, as atenções de Gabriel se voltaram mesmo foi para a música. E tudo começou quando seu pai comprou um teclado para que o menino pudesse se divertir.
O itabirano conta que seu primeiro contato com a música surgiu de forma autônoma. “Mesmo sem estudar com um professor ou ler livros de música eu ficava tirando algumas músicas de ouvido, e quando eu ia a algum lugar que houvesse algum instrumento eu sempre parava tudo o que eu estava fazendo e ia brincar com ele. Conforme o tempo foi passando, meu pai percebeu essa minha afinidade com a música e aos 10 anos me levou para estudar com a professora Yvone Ayres”, diz.
Gabriel ingressou no ano de 2014 no curso de Música, Bacharelado em Piano, da Universidade Federal de Minais Gerais (UFMG), confirmando o seu anseio em seguir profissionalmente na área.
“O que me motiva a viver nesse mundo da música clássica é o prazer presente no fato de fazer música. Eu sempre fui muito sensível na escuta musical. Quando descobri que reproduzir isso é mais prazeroso ainda, eu descobri que queria me aprofundar cada vez mais”, afirma o jovem.
Sucesso em concursos

O pianista carrega em seu currículo diversos destaques em concursos nacionais, mas o primeiro lugar conquistado no 1º Concurso da Escola de Música Villa Lobos, no Rio de Janeiro, levou Gabriel a um importante concerto realizado no início de setembro, na Sala Cecília Meireles, um dos locais mais conhecidos e tradicionais no ambiente da música de concerto no país. “Fiquei muito feliz em ser vencedor pois foi um trabalho muito árduo. Devo méritos imensuráveis também para meu professor Miguel Rosselini. Ser um pianista de concerto exige muitas horas de estudos diários, mesmo em feriados e fins de semanas, então, foi realmente gratificante saber que estou colhendo os frutos”, relata.
Além da Escola de Música Villa Lobos, Gabriel também conquistou notoriedade nos concursos Casa da Música – Porto Alegre, em 2017; Profª. Edna Basetti Habbith – Curitiba, em 2017; 25º Concurso Nacional de Piano Souza Lima – São Paulo, em 2016; 14º Concurso Nacional de Piano Cora Pavan Capparelli – Uberlândia, em 2016; e 23º Concurso Nacional de Piano “Professor Abrão Calil Neto” – Ituiutaba, em 2016.
Mesmo tendo que abrir mão de algumas distrações em prol dos estudos, o jovem ressalta a importância de se manter organizado em relação aos treinos, a fim de amadurecer e adquirir uma melhor performance.
As perspectivas de Gabriel em relação ao futuro são grandes. “Em breve participarei de festivais e competições na Europa e América do Norte, juntamente com muitos outros concertos no Brasil, como em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, entre outros. Terminando meu bacharelado em piano na UFMG também darei continuação aos meus estudos no exterior”, conta.
Incentivo
Gabriel também falou a DeFato Online sobre a importância dos incentivos que recebeu e chamou atenção para a necessidade de Itabira valorizar as questões culturais.
“Os maiores incentivos vieram dos meus pais, da minha professora Yvone Ayres e da querida Martha Mousinho, que tem lutado bastante para ajudar na questão cultural de Itabira, mas nunca tive muitas oportunidades. Itabira é uma cidade que se tornou célebre por ter um dos maiores poetas brasileiros e pode ser também o berço de muitos outros talentos, mas, infelizmente, muitos podem ter passado ou podem passar despercebidos por falta de incentivo e de estrutura para se formar e desenvolver seus trabalhos”, finaliza.