Bombeiros de Minas que atuaram em Brumadinho vão ajudar vítimas de ciclone na África

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG) vai enviar uma tropa de 20 militares, especialistas em operações de busca, salvamento e gestão de desastre, para a África. Lá eles vão colaborar nos trabalhos das áreas afetadas pelo ciclone Idai, que atingiu o sudeste africano, provocando mais de 750 mortes e afetando mais de 2,5 milhões […]

Bombeiros de Minas que atuaram em Brumadinho vão ajudar vítimas de ciclone na África

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG) vai enviar uma tropa de 20 militares, especialistas em operações de busca, salvamento e gestão de desastre, para a África. Lá eles vão colaborar nos trabalhos das áreas afetadas pelo ciclone Idai, que atingiu o sudeste africano, provocando mais de 750 mortes e afetando mais de 2,5 milhões de pessoas. O envio dos bombeiros militares atende uma solicitação do governo federal, com intermediação do Ministério das Relações Exteriores. As informações são do governo de Minas. 

Os militares mineiros são considerados referência mundial, especializados em doutrinas de Salvamento em Soterramentos, Enchentes e Inundações (SSEI), Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC), Operações Aéreas (OA), entre outras habilidades.

Experiência

A tropa mineira tem experiência em reiteradas enchentes e inundações já ocorridas em Minas Gerais. Durante a operação, em Brumadinho, mais uma vez, a eficácia das técnicas e doutrinas aplicadas foram exemplo para as demais equipes de salvamento do mundo, servindo de aprendizado, inclusive, para a tropa de Israel, que veio colaborar nos trabalhos.

Os bombeiros de Minas são a primeira corporação brasileira a prestar apoio ao desastre africano. De início, os militares ficarão estabelecidos na região das cidades de Beira e Dondo, em Moçambique, locais severamente destruídos pelo ciclone. Junto aos militares, que serão transportados por aeronave das Forças Armadas Brasileiras, o CBMMG enviará três picapes, dois botes, três drones com imageador térmico e ferramentas específicas da atividade, como desencarceradores e expansores hidráulicos.

Atuação 

A previsão da participação do CBMMG na Operação África é de 15 dias. Os militares atuarão não somente nas ações de busca e resgate, mas também nas atividades de planejamento e inteligência de busca, com o conhecimento aplicado acerca de mapeamento estratégico, georreferenciamento, busca aérea, entre outros. O empenho dos militares não impactará a atuação dos bombeiros em Brumadinho ou nas outras cidades, visto que o planejamento de rodízio das equipes já contemplava essa e outras possibilidade de apoio. O embarque dos militares está previsto para sexta-feira (29/3).