Região onde prédios desabaram e causaram mortes é dominada por milícias
A comunidade da Muzema, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde o desabamento de dois prédios nesta sexta-feira, 12, e deixou, pelo menos, três pessoas mortas e outras dez feridas, é controlada por milícias. Esses grupos paramilitares são formados por agentes de segurança que exploram ilegalmente vários negócios, incluindo construções irregulares, como é caso […]
A comunidade da Muzema, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde o desabamento de dois prédios nesta sexta-feira, 12, e deixou, pelo menos, três pessoas mortas e outras dez feridas, é controlada por milícias. Esses grupos paramilitares são formados por agentes de segurança que exploram ilegalmente vários negócios, incluindo construções irregulares, como é caso das estruturas que foram ao chão pela manhã.
A Prefeitura do Rio de Janeiro confirmou que os prédios que desabaram estavam interditados desde novembro do ano passado. O município ainda afirmou que, por se tratar de área dominada por milicianos, os técnicos de fiscalização necessitam de apoio da Polícia Militar para realizar operações no local. “A região é uma Área de Proteção Ambiental (APA) e os prédios ali construídos não respeitam a legislação em vigor”, informou a Administração Municipal, em nota.
A busca por vítimas se estendeu por toda a sexta-feira e continua à noite com ajuda de um equipamento de iluminação cedido pelo Exército. Os bombeiros que trabalham nos escombros têm uma lista de 17 nomes de pessoas que estariam desaparecidas.
A área da tragédia foi isolada porque outros prédios do entorno estariam em risco iminente de desmoronamento. A região foi uma das mais duramente atingidas pelo temporal que atingiu a cidade no início da semana. A Prefeitura decretou estado de calamidade.
Os trabalhos mobilizam diversos órgãos municipais. A Defesa Civil Municipal auxilia no socorro às vítimas com o Corpo de Bombeiros e apoio da Guarda Municipal e da CET-Rio, que orienta as interdições do trânsito nas ruas de entorno e na Estrada de Jacarepaguá para facilitar o resgate. A Secretaria Municipal de Saúde acionou hospitais da cidade para receber os feridos.