Surto de dengue em Itabira registra 128 casos confirmados da doença e 943 suspeitos

O panorama de casos suspeitos e confirmados de dengue em Itabira é alarmante. Em 2019, o município registrou 943 notificações de casos prováveis da doença e 128 confirmações. Só na última semana, 171 novas suspeitas de dengue foram apontadas e, segundo a superintendente de Vigilância em Saúde, Thereza Cristina Oliveira Andrade, o quadro da cidade […]

Surto de dengue em Itabira registra 128 casos confirmados da doença e 943 suspeitos
Focos do mosquito tomam conta da cidade. Um deles é na avenida Madalena Pereira dos Santos
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O panorama de casos suspeitos e confirmados de dengue em Itabira é alarmante. Em 2019, o município registrou 943 notificações de casos prováveis da doença e 128 confirmações. Só na última semana, 171 novas suspeitas de dengue foram apontadas e, segundo a superintendente de Vigilância em Saúde, Thereza Cristina Oliveira Andrade, o quadro da cidade já é considerado como surto.O penúltimo levantamento, realizado até o dia 15 de maio, indicou 725 casos notificados.

Em entrevista à DeFato, a superintendente afirma que, a partir do dia 30 de março deste ano, o aumento da taxa de incidência de dengue em Itabira foi de 288.6%. Os bairros com maior número de notificações foram mapeados: Machado, Gabiroba, São Pedro, Bela Vista e Água Fresca. Apesar de apontado os locais com maior incidência, Thereza Cristina afirma que toda a comunidade deve estar em alerta e que os casos estão pulverizados pela cidade.

Aumento no número de focos do mosquito

De acordo com a superintendente, 90% dos locais propícios para servirem de criadouro Aedes Aegypti, transmissor da doença, está dentro das casas dos itabiranos. “Destinando 10 minutos uma vez por semana para procurar focos do mosquito é o suficiente para eliminar os locais, já que o ciclo de vida do mosquito é  de dez dias”, explica.

Apesar do surto da doença, segundo Thereza Cristina, o poder público está preparado para prestar o serviço à população. “O número de funcionários é compatível até o presente momento pois já havíamos alertado que o comportamento da doença seria diferente este ano”, informa a superintendente. Segundo ela, o vírus que está contaminando a população é do tipo 2, responsável por complicações da doença e preocupante para aqueles que nunca contraíram a dengue. Mesmo que atentos, Thereza Cristina pontua que, quando há muitas pessoas doentes ao mesmo tempo, consequentemente ocorre limitações do serviço de saúde, como o aumento da espera por atendimento.

Prefeitura

A força-tarefa realizada pelo poder público para eliminar os criadouros do mosquito, que também transmite Zika e Chikungunya, está sendo desenvolvida conforme a superintendente. O número de agentes de saúde exclusivos para tratar da dengue em Itabira dobrou. Hoje, 100 agentes de endemia estão nas ruas junto com mais de 200 agentes comunitários, além da participação efetiva das associações de bairro.

A aplicação do Ultra Baixo Volume (UBV) manualmente – com o equipamento acoplado às costas – está acontecendo nos bairros com maior incidência do mosquito, segundo a superintendente. O trabalho desta equipe consiste em pulverizar residências onde foram registrados casos suspeitos de doença e as vizinhanças num raio de até 500 metros. “Com essa ação, é possível chegar às residências para detectar se tem foco do mosquito, tratar, eliminar e fazer a borrifação”, afirma. Diferente do fumacê utilizado em épocas passadas, o UBV possui maior penetração das residências e, assim, uma proporção mais eficaz da eliminação do mosquito.